O governo do Estado de São Paulo intensificou as medidas de vacinação contra a febre amarela após a confirmação da terceira morte pela doença em 2026.
O Centro de Vigilância Epidemiológica registrou seis casos confirmados, sendo três deles fatais. Todos foram inicialmente concentrados no Vale do Paraíba.
As três vítimas eram homens de 38, 53 e 56 anos, residentes nos municípios de Cunha e Lagoinha. Nenhum dos pacientes possuía histórico de vacinação, o que demonstra a relevância da imunização para prevenir novos casos graves.
Os primeiros registros incluíram um óbito em Cunha e dois casos em Cruzeiro com evolução positiva para cura. As confirmações mais recentes incluem dois óbitos em Lagoinha e um caso recuperado em Araçariguama, na região de Sorocaba.
As autoridades paulistas mantêm monitoramento constante do cenário epidemiológico, conforme apurado pelo Metrópoles. A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde e deve ser administrada com pelo menos dez dias de antecedência para viagens a áreas de risco.
A Secretaria de Estado da Saúde recomenda a vacinação para toda a população desde 2019, com doses específicas para cada faixa etária. Crianças recebem a primeira dose aos nove meses e o reforço aos quatro anos, enquanto adultos de cinco a 59 anos nunca vacinados precisam de apenas uma dose.
Aqueles que participaram das campanhas de dose fracionada em 2018 devem verificar se necessitam de dose adicional para completar o esquema vacinal. A pasta estadual organiza um seminário online para discutir a febre amarela e os desafios no diagnóstico diferencial com a dengue.
O evento destina-se a profissionais de saúde e busca melhorar a capacidade de identificação clínica e laboratorial das duas doenças. As arboviroses compartilham sintomas, o que pode atrasar o tratamento adequado em casos de febre amarela.
As autoridades destacam a importância de comunicar imediatamente qualquer caso suspeito aos serviços de saúde públicos. O controle efetivo da doença depende da alta adesão da população às campanhas de vacinação em todo o estado.
Com o crescimento urbano e a maior mobilidade entre diferentes regiões, o risco de reintrodução do vírus aumenta significativamente. Especialistas enfatizam que somente com altas taxas de cobertura vacinal é possível evitar surtos em áreas densamente povoadas.
A febre amarela é uma doença viral grave transmitida por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes nas matas, ou pelo Aedes aegypti nas cidades. Os sintomas incluem febre alta, icterícia e hemorragias internas nos casos mais graves, podendo levar ao óbito.
O governo de São Paulo afirmou que continuará ampliando as ações de vigilância epidemiológica e a capacitação de equipes em todo o território. A Coordenadoria de Controle de Doenças reforçou que a vacinação segue sendo a principal ferramenta para impedir a expansão da febre amarela.
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