Pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, desenvolveram um método que utiliza inteligência artificial para automatizar o ajuste de voltagem em pontos quânticos. A descoberta, publicada na revista Scientific Reports, representa um avanço significativo para a criação de computadores quânticos de grande porte.
Segundo o portal Phys.org, a equipe foi liderada por Yui Muto, da Escola de Engenharia da Universidade de Tohoku, com a participação do professor assistente Motoya Shinozaki e do professor associado Tomohiro Otsuka, do Instituto Avançado de Pesquisa em Materiais. O grupo automatizou a detecção de transições de carga em diagramas de estabilidade — tarefa que antes exigia análise manual minuciosa e limitava o ritmo dos experimentos com qubits semicondutores.
Os qubits funcionam como as unidades básicas da informação quântica e podem representar simultaneamente os estados zero e um, ao contrário dos bits convencionais. Essa propriedade permite que os computadores quânticos processem múltiplas possibilidades ao mesmo tempo, oferecendo desempenho exponencialmente superior em determinadas tarefas.
Controlar milhares de qubits exige um ajuste preciso de voltagens que se torna inviável sem automação. Para superar essa limitação, os cientistas aplicaram o modelo de aprendizado profundo U-Net, amplamente utilizado no reconhecimento de imagens.
O algoritmo foi treinado para identificar automaticamente as linhas de transição de carga nos diagramas, permitindo a definição rápida das portas virtuais que controlam o comportamento de elétrons individuais nos pontos quânticos. Essa automação reduz drasticamente o tempo necessário para configurar sistemas complexos de qubits.
O professor associado Tomohiro Otsuka afirmou que o avanço constitui um passo essencial para a escalabilidade da tecnologia. Ele explicou que ajustar manualmente cada qubit torna-se impraticável à medida que os computadores quânticos ganham complexidade.
A integração da inteligência artificial permite lidar com volumes de dados e configurações que excedem a capacidade humana, abrindo caminho para arquiteturas quânticas em larga escala. Os resultados demonstraram ainda que a combinação de técnicas de processamento de imagem e agrupamento de dados identifica automaticamente regiões de elétron único.
Essa capacidade revela-se crucial para o controle estável de qubits de spin, uma das plataformas mais promissoras para a computação quântica em semicondutores. O método oferece, portanto, uma ferramenta prática que acelera a passagem de protótipos de laboratório para dispositivos funcionais em escala industrial.
O estudo destaca como a convergência entre inteligência artificial e física quântica redefine os limites da engenharia da informação. Ao automatizar tarefas antes restritas à intervenção humana, a pesquisa da Universidade de Tohoku reforça a tendência global de integração entre algoritmos de aprendizado de máquina e tecnologias quânticas emergentes.
Essa sinergia promete reduzir custos, aumentar a precisão e acelerar o desenvolvimento de computadores quânticos aplicáveis a problemas reais, como simulações químicas, criptografia avançada e otimização de sistemas energéticos. O grupo japonês planeja expandir o método para matrizes ainda maiores de qubits de spin e, segundo Otsuka, o objetivo é contribuir diretamente para o esforço internacional na construção de sistemas quânticos poderosos e escaláveis.
Leia também: Inteligência artificial acelera avanço quântico e expõe vulnerabilidades globais
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.
if(!email) { responses.innerHTML = "Por favor, insira um e-mail válido."; return; }
button.innerText = "Enviando..."; button.style.opacity = "0.7"; button.disabled = true; responses.innerHTML = "";
// Transforma a action nativa em endpoint JSONP e anexa os dados var formAction = this.action.replace('/post?', '/post-json?'); var formData = new FormData(this); var url = formAction;
for (var pair of formData.entries()) { url += "&" + encodeURIComponent(pair[0]) + "=" + encodeURIComponent(pair[1]); }
var script = document.createElement('script'); var callbackName = 'mailchimpCallback' + new Date().getTime(); window[callbackName] = function(data) { button.innerText = "ASSINAR"; button.style.opacity = "1"; button.disabled = false;
if (data.result === 'success') { responses.innerHTML = "✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho."; document.getElementById('mce-EMAIL-ajax').value = ''; } else { var msg = data.msg || ""; if(msg.includes('is already subscribed')) { msg = "⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter."; } else if(msg.includes('too many')) { msg = "⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde."; } else if(msg.includes('domain')) { msg = "⚠️ O domínio do e-mail é inválido."; } else { msg = "⚠️ Erro: " + msg; } msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ''); responses.innerHTML = "" + msg + ""; } delete window[callbackName]; document.body.removeChild(script); };
url = url + '&c=' + callbackName; script.src = url; document.body.appendChild(script); });