Os preços do petróleo voltaram a subir diante da persistente restrição no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor responsável por cerca de 20% da energia embarcada globalmente, conforme relatou o Valor Investe. A trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã segue sem aval formal de Teerã ou Israel, alimentando incerteza sobre a oferta.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para junho encerrou a US$ 101,91 o barril, alta de 3,48%. O WTI, referência norte-americana, avançou 3,67%, a US$ 92,96. O movimento veio reforçado por dados do American Petroleum Institute, que apontaram queda de 4,5 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA.
Com a produção do Golfo ainda limitada e os estoques americanos em retração, as cotações voltaram ao nível simbólico de US$ 100, sinalizando pressão tanto sobre importadores europeus quanto sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados. O grupo Opep+ monitora a situação diante do risco de novos cortes de transporte ou de retaliações na região.
Para o Brasil, que opera o pré-sal com custo competitivo e crescente autonomia logística, a valorização do Brent sustenta ganhos de caixa da Petrobras e reforça a discussão sobre a política de preços internos. Enquanto o barril se firma acima da barreira psicológica, o país consolida espaço entre exportadores relevantes de energia em um mundo cada vez mais multipolar.
Com informações de OILPRICE.
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