O governo brasileiro definiu nova estratégia para fortalecer a exploração de minerais críticos, buscando reduzir a dependência externa em setores como tecnologia e transição energética.
O Palácio do Planalto descartou a criação da estatal TerraBras. As autoridades discutem agora modelo alternativo para coordenar o aproveitamento das terras raras no país.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), firmou acordo direto com a administração de Donald Trump. Autoridades em Brasília interpretaram o movimento como tentativa de Washington de ampliar influência sobre o mercado brasileiro de minerais estratégicos.
A ação ocorre em meio à crescente disputa global por esses recursos essenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros para avaliar o tema e definir resposta coordenada à ofensiva norte-americana no setor.
Conforme noticiou o portal Metrópoles, o resultado foi a proposta de criação de um conselho vinculado à Presidência da República. O novo órgão ficará encarregado de conduzir a política nacional de minerais estratégicos.
O conselho ainda não tem formato definido, segundo fontes da Casa Civil. Ele deve reunir representantes de diversos ministérios e especialistas do setor mineral.
O objetivo principal é formular diretrizes técnicas e atrair investimentos qualificados. As autoridades pretendem garantir controle nacional sobre a exploração e o beneficiamento local dos recursos.
O Partido dos Trabalhadores defende a criação de estatal específica para o setor de minerais críticos. O governo optou, porém, por apoiar projeto que já tramita no Congresso Nacional.
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) é relator da proposta que institui a política de minerais críticos. Ele recebeu sinalização positiva do Executivo para avançar com o texto legislativo.
O parlamentar afirmou que o governo pediu prazo adicional para o relatório. Jardim deve apresentar o documento no início de maio, após diálogo com o Planalto.
A opção definida foi dialogar com o Congresso e apoiar o projeto em tramitação. Essa abordagem busca unificar o apoio institucional em torno de uma solução soberana para o tema.
As terras raras são fundamentais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas e painéis solares. Esses minerais também são essenciais para semicondutores e equipamentos de defesa.
A China e os Estados Unidos travam intensa competição geopolítica por esses insumos. O país pode transformar sua riqueza mineral em vetor de desenvolvimento industrial e soberania tecnológica.
A criação do conselho presidencial sinaliza estratégia de longo prazo do governo. Lula busca alinhar a exploração dos recursos com a transição energética e a autonomia nacional diante de pressões externas.
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