O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, é esperado em Islamabad para discussões cruciais sobre o cessar-fogo.
Ele viaja acompanhado de uma pequena delegação diplomática para tratar de temas logísticos e de segurança com autoridades paquistanesas. O Paquistão tem atuado como mediador importante entre Teerã e Washington nesta fase delicada das negociações.
Segundo o portal alemão Tagesschau, Araghchi se reunirá também com representantes dos Estados Unidos. A mediação paquistanesa ganha peso crescente na busca por um cessar-fogo duradouro que inclua múltiplos atores regionais.
Araghchi manteve conversas telefônicas com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. O ministro iraniano dialogou ainda com o chanceler paquistanês, Ishaq Dar, sobre a situação humanitária na região.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou haver indícios de crimes de guerra cometidos por Israel no Líbano. O porta-voz Thameen Al-Kheetan destacou a necessidade de proteger civis, jornalistas e equipes médicas conforme o direito internacional.
Israel negou as acusações e alegou que o Hezbollah usa ambulâncias para fins militares. O movimento libanês nega essas afirmações e reafirma que suas ações constituem resistência legítima contra a agressão israelense.
A tensão persiste na fronteira norte de Israel apesar da trégua em vigor. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a extensão da pausa nos combates por mais três semanas.
Um representante do Hezbollah, Ali Fajjad, considerou a trégua sem sentido diante dos ataques contínuos de Israel. Ele reafirmou o direito da resistência libanesa de responder a qualquer agressão.
O exército israelense relatou ter realizado ataques contra rampas de lançamento de foguetes no sul do Líbano. Essas operações foram descritas por Tel Aviv como retaliação a disparos vindos do território libanês.
Líderes da União Europeia reunidos em Chipre cobraram esforços diplomáticos mais intensos para a paz. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, defendeu a participação de especialistas nucleares nas negociações com a República Islâmica do Irã.
O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou para os riscos de uma escalada maior no Oriente Médio. Macron vinculou a estabilidade regional à recuperação econômica global.
Trump descartou qualquer possibilidade de uso de armas nucleares contra o Irã. O presidente americano enfatizou que uma bomba atômica jamais deve ser empregada por qualquer nação.
Ministros das Relações Exteriores de Jordânia, Arábia Saudita, Turquia e Egito condenaram as incursões em locais sagrados de Jerusalém. Eles classificaram as ações de grupos radicais israelenses como provocações que ameaçam a estabilidade da região.
Leia também: Chanceler iraniano Araghchi discute cessar-fogo com autoridades do Paquistão
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