O impacto econômico da guerra no Oriente Médio se espalha rapidamente por diferentes continentes, elevando preços, desorganizando cadeias de suprimentos e pressionando consumidores e empresas em várias regiões.
O conflito afeta rotas comerciais estratégicas no Golfo Pérsico. As tensões no estreito de Ormuz provocam escalada nos custos de energia e no transporte marítimo internacional.
Mais de vinte grandes companhias internacionais reduziram ou retiraram suas projeções financeiras desde o início das hostilidades. Outras trinta empresas anunciaram aumentos de preços para compensar a elevação das matérias-primas e dos insumos derivados do petróleo.
Fabricantes de tecnologia, conglomerados industriais e produtores de bens de consumo registram custos mais altos de frete. A incerteza persistente sobre o tráfego marítimo na região afeta diretamente as margens de lucro e a capacidade de produção global.
A empresa suíça TE Connectivity informou que poderá repassar aos clientes os aumentos nos custos de resinas e de transporte. A norte-americana 3M alertou que o preço mais alto do barril de petróleo tende a encarecer seus produtos no mercado.
O grupo britânico Reckitt, dono de marcas de higiene e limpeza, previu margens menores em seus resultados. A disparada nos custos de energia impacta negativamente as operações do conglomerado em vários países.
O setor de turismo registra um dos impactos mais severos, com a alemã TUI suspendendo sua previsão de receitas. As companhias aéreas United Airlines e Lufthansa cortaram voos e revisaram suas estimativas de lucro diante da alta do querosene de aviação.
A francesa Danone relatou dificuldades no envio de fórmulas infantis para diferentes mercados. Essa interrupção pode gerar falta temporária de produtos nas prateleiras e aumento de preços ao consumidor final.
A fabricante de elevadores Otis enfrenta atrasos em entregas e custos adicionais com tarifas marítimas. A malaia Karex Berhad, maior produtora mundial de preservativos, anunciou reajuste de 20 a 30 por cento em seus preços.
O encarecimento do látex sintético, das embalagens e dos lubrificantes motivou a decisão da empresa. O tempo médio de transporte dobrou desde o início do conflito e pressionou ainda mais os custos operacionais.
A holandesa AkzoNobel, fabricante da marca de tintas Dulux, projeta alta de dois dígitos no custo de sua cesta de matérias-primas. O petróleo mais caro e o frete elevado explicam o reajuste que deve chegar aos consumidores finais.
O tráfego pelo Canal do Panamá disparou com o desvio das cargas que antes passavam pelo Oriente Médio. O preço médio por travessia subiu de cerca de 140 mil dólares para 385 mil dólares, com alguns slots ultrapassando um milhão de dólares em leilões.
O estreito de Malaca ganhou relevância como rota alternativa segura para o comércio global. Mais de 20 milhões de barris de petróleo passam diariamente por esse ponto entre o Oceano Índico e o Pacífico.
O Fundo Monetário Internacional revisou para baixo sua projeção de crescimento econômico mundial. O organismo citou o aumento dos preços de energia e os riscos de interrupções prolongadas nas rotas comerciais.
Pesquisas da S&P Global apontam retração na atividade da zona do euro. A Comissão Europeia alertou que a conta de importação de combustíveis fósseis subiu fortemente e que o mercado energético enfrentará meses de incerteza.
A energia mais cara impulsiona a procura por sistemas solares na Europa. Instaladores registram aumento expressivo nas encomendas, embora o custo inicial recaia sobre o consumidor final.
O prolongamento da guerra no Oriente Médio expõe a vulnerabilidade das cadeias globais de suprimentos. Diversos países buscam rotas alternativas e parcerias que reduzam a dependência de regiões geopoliticamente instáveis.
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