A Índia jamais interrompeu a importação de petróleo bruto russo, mesmo após Washington sancionar gigantes como Rosneft e Lukoil. A afirmação é do ex-embaixador indiano Deepak Bhojwani, em entrevista ao portal RT.
Bhojwani representou Nova Délhi em países como Colômbia, Venezuela e Cuba. Ele garantiu que as compras prosseguiram sem interrupção, independentemente das pressões de Washington.
As restrições impostas pelos EUA enfrentaram ajustes posteriores diante da instabilidade nos mercados globais. Bhojwani revelou que a Índia importou mais de cinco bilhões de dólares em petróleo russo apenas em abril.
O ex-embaixador reforçou que Nova Délhi continuará adquirindo energia de Moscou. Ele avaliou que a Índia chamou o blefe do presidente Donald Trump.
Bhojwani descreveu a Índia como ator ativo e não passivo na geopolítica energética. Ele citou os acordos do país com diversas nações, inclusive membros da União Europeia.
O ex-embaixador alertou que sancionar a Índia traria mais perdas do que ganhos para os EUA. Ele lembrou que o país asiático representa uma das maiores economias emergentes e integra ativamente o BRICS.
Bhojwani reconheceu os esforços indianos para diversificar fontes de suprimento energético. Nova Délhi ainda depende de produtores do Golfo para atender parte da demanda de gás natural.
O ex-embaixador classificou a abordagem de Washington no Oriente Médio como uma guerra perdida. Ele apontou os elevados custos em vidas e recursos que a ofensiva impôs aos próprios EUA.
Bhojwani notou que aliados europeus de Trump percebem o isolamento crescente de sua política externa. Nova Délhi, segundo ele, adota paciência estratégica até o fim do atual mandato americano.
A postura indiana demonstra autonomia perante pressões externas e prioriza a soberania energética do país. O cenário reflete a crescente multipolaridade que redefine as relações internacionais.
Com informações de RT.
Leia também: Ameaças dos EUA impulsionam aproximação da Índia com Rússia e China
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