A Marinha da Índia incorporou o estreito de Ormuz à sua zona de interesse primordial, decisão revelada na nova estratégia de segurança marítima apresentada pelo almirante Dinesh Kumar Tripathi, chefe do Estado-Maior da Marinha.
Segundo o jornal The Times of India, citado pelo portal RT, o documento identifica o estreito de Ormuz como área primária de atenção naval. O texto também lista outros pontos de estrangulamento: o cabo da Boa Esperança, o canal de Suez, o Bab el Mandeb, os estreitos de Malaca e Singapura e as passagens de Sunda, Lombok, Ombai e Wetar.
Esses corredores são vitais para o fluxo de mercadorias e energia no oceano Índico. A ampliação da presença marítima reflete o crescimento da participação econômica e estratégica da Índia nos oceanos.
O documento ressalta que o país se projeta cada vez mais no cenário global. Essa projeção atrai influências externas sobre os interesses nacionais e exige maior atuação da Marinha.
O estreito de Ormuz localiza-se entre o Irã e Omã e responde por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente. A nova doutrina naval prioriza a segurança dessa rota estratégica.
A medida sinaliza uma mudança estrutural na política de defesa marítima da Índia. O objetivo principal é reduzir vulnerabilidades nas rotas de abastecimento energético.
A Índia depende fortemente das importações de petróleo provenientes do Golfo Pérsico. A estabilidade do estreito de Ormuz é fundamental para sustentar o crescimento econômico e industrial do país.
A inclusão do estreito na zona de interesse primordial confirma a expansão dos objetivos navais indianos. Essa estratégia atende à necessidade de proteger os interesses nacionais em um ambiente marítimo cada vez mais disputado.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Índia convoca embaixador do Irã após petroleiros serem alvejados no estreito de Ormuz
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