O Ministério da Educação expandiu o acervo da plataforma MEC Livros de 8 mil para 25 mil títulos disponíveis. A medida integra o Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026–2036 e busca ampliar o acesso gratuito à literatura em todo o país.
O aplicativo já conta com mais de 500 mil usuários cadastrados via login Gov.br. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a principal demanda dos leitores era a possibilidade de devolução antecipada após a leitura de pelo menos 10% da obra.
A nova regra também permite novos empréstimos imediatos a quem concluir 90% ou mais do conteúdo. Santana destacou que a mudança responde diretamente ao comportamento registrado entre os usuários da plataforma.
Durante a cerimônia de entrega do 9º Prêmio Vivaleitura, o ministro reforçou o incentivo à leitura contínua. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o papel da ferramenta na inclusão cultural de milhões de brasileiros que não têm acesso a livros.
“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro”, afirmou Lula ao apresentar o MEC Livros como política essencial de democratização. O presidente defendeu ainda a expansão de livrarias e espaços de leitura no interior do país como parte das metas do plano decenal.
Segundo o portal Carta Capital, o Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026–2036 prevê a redução do preço médio dos livros e o aumento do número de bibliotecas. O documento estabelece a meta de elevar o percentual de leitores de 47% para 55% até 2035.
A plataforma organiza o catálogo em seções de obras em alta, best-sellers e autores clássicos brasileiros. Os usuários visualizam resumos, selecionam títulos e iniciam a leitura de forma imediata pelo site ou pelo aplicativo.
As ações combinam tecnologia digital com políticas públicas de fomento à cultura. O governo federal consolida o livro e a leitura como eixos centrais do desenvolvimento educacional de longo prazo.
Leia também: MEC disponibiliza aplicativo gratuito com quase oito mil livros digitais
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