O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou a soberania de seu país sobre as Ilhas Malvinas, declarando que o território foi, é e sempre será argentino.
O secretário de Finanças do Tesouro da Argentina, Pablo Quirno, reforçou a posição do governo em sua conta na plataforma X. Ele classificou a ocupação britânica iniciada em 1833 como um ato de força que contraria o direito internacional.
A Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 2065 em 1965 e reconheceu a existência de uma disputa de soberania. O texto convida a Argentina e o Reino Unido a negociarem uma solução pacífica para a questão.
Essa orientação conta com o respaldo da Organização dos Estados Americanos, do Mercosul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Para o governo argentino, esses apoios reforçam o caráter legítimo da reivindicação de integridade territorial.
Quirno refutou o argumento britânico baseado na autodeterminação dos habitantes atuais das ilhas. Ele sustentou que a população local é fruto de um processo de colonização implantado após a expulsão dos residentes argentinos originais.
O secretário questionou a validade do referendo de 2013, no qual os ilhéus votaram pela permanência sob administração do Reino Unido. As autoridades de Buenos Aires denunciam ainda a exploração unilateral de recursos naturais nas águas ao redor do arquipélago.
Essas ações violam as normas internacionais e configuram apropriação indevida de bens que pertencem à Argentina. O tema surge em um contexto no qual os Estados Unidos consideram revisar seu apoio tradicional à soberania britânica sobre o território.
A Argentina mantém a reivindicação das Malvinas como política de Estado desde o conflito armado de 1982. O país insiste na solução diplomática conforme as diretrizes estabelecidas pelas Nações Unidas.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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