Donald Trump anunciou a prorrogação da trégua entre Israel e o Líbano por mais três semanas, após encontro em Washington com representantes israelenses e libaneses.
Conforme reportou o portal Tagesschau, a medida estende um cessar-fogo prestes a expirar. Os confrontos causaram mais de 2 mil mortes no Líbano e o deslocamento de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, demonstrou abertura para negociar um acordo formal de paz com o governo libanês. Esse passo seria inédito desde a criação de Israel em 1948.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, adotou postura rigorosa em relação à influência do Hezbollah no país. O grupo é apontado por parcelas da população como fator central na destruição vivida pelo Líbano.
Os combates persistiram em nível reduzido mesmo com a trégua em vigor. O Hezbollah realizou ataques pontuais e Israel respondeu com incursões aéreas no sul do Líbano.
O professor da Universidade Americana de Beirute, Makram Rabah, avaliou que as condições da trégua são frágeis. Ele alertou para o risco de colapso caso não sejam estabelecidas garantias concretas por ambas as partes.
Trump pretende realizar reuniões separadas com Netanyahu e com Aoun nas próximas semanas. O objetivo é construir as bases para um cessar-fogo permanente na região.
O governo libanês busca equilibrar as diversas pressões externas e internas. Aoun defende a desmilitarização do Hezbollah, medida que conta com apoio de cerca de 80% da população, de acordo com pesquisas.
A milícia reduziu seu arsenal de 150 mil foguetes em 2023 para cerca de 20 mil no momento atual. Especialistas indicam que uma tentativa de desarmamento forçado poderia provocar instabilidade sectária e nova violência.
A missão da ONU no Líbano, conhecida como UNIFIL, monitora a fronteira há quase 50 anos. A força conta com mais de 7.500 soldados vindos de aproximadamente 50 países.
O Conselho de Segurança da ONU deve reavaliar a operação até o final deste ano. Israel e os Estados Unidos a consideram ineficaz, enquanto o Líbano a enxerga como elemento-chave de estabilidade.
O Líbano atravessa um período crítico entre a possibilidade de reconstrução e o risco de nova escalada. O futuro do país depende de como serão gerenciadas as tensões internas e as interferências regionais.
Leia também: Líbano respira aliviado com cessar-fogo entre Israel e Hezbollah
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