Costa do Marfim cria fundo soberano para gerir ativos públicos e financiar desenvolvimento

Vista aérea da cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, com edifícios e o rio ao fundo. (Foto: © AFP - ISSOUF SANOGO)

O governo da Costa do Marfim anunciou a criação do Fundo Soberano Estratégico para o Desenvolvimento da Costa do Marfim, conhecido como FSD CI. A nova entidade foi instituída por decreto e visa gerir de forma estratégica os ativos públicos do país.

Conforme reportou a RFI, o fundo será estruturado em três pilares fundamentais. Esses pilares abrangem o apoio a investimentos produtivos, a resposta a choques econômicos externos e a formação de poupança pública de longo prazo.

As receitas para capitalizar o FSD CI virão de parcela das explorações minerais e energéticas do país. O mecanismo também prevê a transferência de ativos estatais para compor seu patrimônio inicial.

A iniciativa busca financiar projetos de infraestrutura e diversificação econômica. As autoridades pretendem reduzir a dependência de empréstimos externos e aumentar a resiliência diante de turbulências globais.

A Costa do Marfim se junta a outros países africanos que já operam fundos soberanos. Nações como Nigéria, Angola e Senegal utilizam esses instrumentos para canalizar receitas de commodities para investimentos de longo prazo.

O país se consolidou como uma das economias mais dinâmicas da África Ocidental nos últimos anos. A criação do fundo reforça sua estratégia de transformar recursos naturais em capital estratégico para o desenvolvimento.

O FSD CI representa um avanço na gestão pública de recursos. O mecanismo permite ao Estado planejar políticas de infraestrutura com maior autonomia financeira.

A medida insere-se no debate continental sobre soberania econômica. Diversos governos africanos buscam instrumentos próprios para financiar seu desenvolvimento sem depender excessivamente de financiamentos externos.


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