Macron responsabiliza Hezbollah por morte de soldado francês no Líbano

A morte do sargento-major francês Florian Montorio expôs a fragilidade da trégua no sul do Líbano.

O presidente da França, Emmanuel Macron, responsabilizou o Hezbollah pelo ataque ao comboio da Força Interina das Nações Unidas no Líbano. O incidente também deixou três militares feridos, dois deles em estado grave, segundo o ministro das Relações Exteriores Jean-Noël Barrot.

O ataque ocorreu na área de Ghandouriyeh-Bint Jbeil durante operação de desminagem realizada pelos capacetes azuis. A Unifil confirmou que o comboio foi atingido por tiros diretos de armas leves.

O Ministério da Defesa francês classificou o ato como intencional, conforme reportagem do portal da agência ANSA. O Hezbollah negou qualquer participação no episódio e pediu que as conclusões sejam feitas com cautela.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, prometeu que os responsáveis serão identificados e punidos. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, defendeu a preservação do mandato da ONU e o respeito ao cessar-fogo em vigor.

As Forças de Defesa de Israel realizaram ataques aéreos contra alvos do Hezbollah acusados de violar a trégua. Tel Aviv justificou as ações como resposta à aproximação de combatentes à linha de retirada exigida por Israel no sul do Líbano.

Essa linha representa condição imposta por Israel para a manutenção do acordo de cessar-fogo. O exército israelense sustenta que a medida busca proteger comunidades no norte do país contra possíveis ameaças.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em sua rede Truth Social que Israel estava proibido de novos bombardeios no Líbano. A declaração surpreendeu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que segundo relatos ficou chocado com o tom público do aviso.

As operações israelenses prosseguiram apesar da advertência americana. O contingente italiano da Unifil foi também alvo de disparos de advertência por tropas de Israel.

Esses episódios sucessivos contra forças da ONU revelam a fragilidade do cessar-fogo no sul do Líbano. A presença internacional enfrenta desafios crescentes para impedir nova escalada militar na região fronteiriça.


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