EUA recusam cooperação com a França em investigação criminal contra a plataforma X

Ilustração editorial sobre EUA recusam cooperação com a França em investigação criminal contra a plataforma X. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recusou um pedido formal das autoridades francesas para cooperar em uma investigação criminal envolvendo a plataforma X, controlada por Elon Musk.

Uma carta de duas páginas enviada por Washington acusa Paris de tentar usar o sistema penal para interferir na liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição americana. O documento expressa a visão de que a investigação tem caráter político.

As autoridades norte-americanas afirmam que o pedido francês busca envolver os Estados Unidos em um processo destinado a regular indevidamente uma empresa privada de tecnologia. O Departamento de Justiça argumentou que responsabilizar criminalmente a plataforma X representa forma de censura estatal.

Para Washington, a moderação de conteúdo constitui prerrogativa das empresas privadas e não do Estado. A posição gera novo ponto de tensão entre os dois países no campo da regulação digital.

A França e a União Europeia promovem legislações mais rígidas contra o discurso de ódio e a desinformação online. O governo francês intensificou a pressão sobre as redes sociais após a escalada de conteúdos extremistas em território europeu.

A plataforma X tem sido alvo de críticas de reguladores europeus desde que Elon Musk a adquiriu e reduziu as equipes de moderação. A flexibilização das regras de publicação ampliou, segundo os reguladores, a circulação de discursos de ódio e notícias falsas.

O caso expõe divergências profundas entre os enfoques americano e europeu sobre a governança da internet. A União Europeia defende mecanismos de regulação pública para proteger a sociedade contra abusos informacionais.

Especialistas consideram que a recusa americana pode dificultar futuras cooperações judiciais em cibersegurança e crimes digitais. A decisão demonstra o interesse de Washington em blindar suas grandes empresas de tecnologia de legislações externas que impõem multas elevadas e obrigações de transparência.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


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