Junta militar de Mianmar anuncia anistia que liberta mais de quatro mil prisioneiros

Ilustração editorial sobre Junta militar de Mianmar anuncia anistia que liberta mais de quatro mil prisioneiros. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O governo militar de Mianmar anunciou uma ampla anistia que permitirá a libertação de mais de quatro mil detentos em todo o país. A informação foi divulgada pela televisão estatal segundo o portal tagesschau.de.

Entre os beneficiados está o ex-presidente Win Myint que foi preso desde o golpe militar de 2021. A medida inclui ainda 179 estrangeiros que deverão ser deportados.

O presidente da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, determinou a comutação das penas de morte para prisão perpétua. Ele também ordenou a redução de um sexto das sentenças de outros detentos.

Win Myint ocupou o cargo de presidente entre 2018 e 2021. Ele foi detido junto com a então conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, durante o golpe de primeiro de fevereiro de 2021.

A ex-conselheira de Estado Aung San Suu Kyi tem 80 anos e é laureada com o Prêmio Nobel da Paz. O advogado dela afirmou que a pena da líder pode ser reduzida ou convertida em prisão domiciliar.

O acesso de advogados e familiares a Aung San Suu Kyi permanece severamente restrito desde a detenção. A medida de anistia ocorre em meio às celebrações tradicionais do Ano Novo birmanês.

As anistias em Mianmar costumam ser concedidas durante o festival do Ano Novo em abril e no Dia da Independência em janeiro. A junta busca com isso sinalizar uma tentativa de distensão após anos de conflito.

O país vive uma crise desde o golpe militar com protestos massivos e repressão violenta. Grupos armados de resistência surgiram e a economia entrou em colapso.

Milhões de pessoas enfrentam dificuldades de subsistência agravadas por sanções internacionais. A libertação de milhares de presos pode reduzir a superlotação carcerária.

Analistas veem na anistia um movimento para melhorar a imagem do governo perante a comunidade internacional. O futuro político de Aung San Suu Kyi continua incerto apesar da libertação de Win Myint.


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