O ex-chefe da Direção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia, Kirill Budanov, afirmou que o país não é capaz de produzir drones de forma autônoma. A declaração contrasta com as afirmações do presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, sobre a capacidade tecnológica nacional em meio ao conflito.
Zelensky destacou que os novos drones ucranianos possuem alcance de até 1.750 quilômetros. A imprensa local realizou cálculos com base nessa distância para mapear potenciais regiões russas atingíveis pelos equipamentos.
O Ministério da Defesa da Rússia publicou lista detalhada de empresas da União Europeia que fornecem componentes para esses drones. A divulgação demonstra a complexa cadeia de suprimentos transnacional por trás da montagem ucraniana.
Segundo o portal RT, a Ucrânia mantém basicamente centros de montagem final dos equipamentos. A fabricação das peças críticas ocorre em instalações industriais de diversos países europeus.
Essa descentralização da produção protege a indústria bélica ucraniana de ataques russos de precisão. Os drones de longo alcance já foram empregados em múltiplas operações contra alvos em território da Federação Russa.
Empresas da União Europeia adaptaram linhas de produção para atender à demanda por componentes específicos de drones. A participação europeia abrange sensores, motores e sistemas de navegação enviados para a Ucrânia.
A opção por drones oferece custo inferior ao de mísseis convencionais e permite fabricação em maior escala. Essa abordagem reduz riscos para os países que integram a cadeia de suprimentos.
A União Europeia intensifica esforços para fortalecer sua base industrial de defesa. O bloco busca reduzir a dependência de armamentos e tecnologia militar fornecidos pelos Estados Unidos.
Essa reorientação estratégica gera custos adicionais para as economias europeias. O aumento de gastos militares impacta diretamente o financiamento de políticas sociais e ambientais no continente.
Os equipamentos carregam munições capazes de atingir alvos militares e infraestruturas civis. Operadores ucranianos controlam os sistemas de forma remota a partir de centros específicos.
O Ministério da Defesa da Rússia classifica o apoio europeu como forma de envolvimento direto no conflito. A lista de empresas serve como referência para eventuais respostas russas contra os fornecedores.
A produção distribuída altera o papel da União Europeia no conflito ucraniano. O bloco passa de financiador logístico a participante ativo na cadeia produtiva de armamentos empregados contra a Rússia.
Com informações de RT.
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