O custo da energia elétrica residencial subiu 0,13% em março, segundo dados do IBGE. O indicador mostra uma leve desaceleração frente ao ritmo recente de reajustes e se manteve abaixo da média geral de preços, conforme lembrou o Agência Brasil.
O reajuste de 0,13% representa um abrandamento em relação aos 0,33% registrados em fevereiro. A moderação indica estabilidade do setor em meio à pressão dos combustíveis e alimentos, principais responsáveis pela alta do IPCA-15 de abril, de 0,89%.
Na comparação com março de 2025, quando a energia elétrica havia avançado 0,12%, o comportamento praticamente se repete, evidenciando uma trajetória de variação modesta nos preços ao consumidor.
No entanto, o acumulado em 12 meses segue pressionado: a energia elétrica já encareceu 9,39%. Essa taxa reflete reajustes tarifários regionais e o impacto das últimas secas sobre as hidrelétricas, embora a maior participação de fontes renováveis tenha evitado elevações mais fortes.
Em fevereiro, o acumulado de 12 meses era de 9,38%, ou seja, praticamente estável em relação ao dado atual. Essa pausa pode indicar que o ciclo de aumentos começa a perder fôlego, mesmo com o consumo aquecido e condições climáticas mais quentes impulsionando a demanda.
Há um ano, contudo, o acumulado era de apenas 0,33%, mostrando como o salto tarifário de 2025 para cá ainda pesa no orçamento das famílias. Segundo o Valor Econômico, empresas do setor relatam aumento de até 5% no consumo residencial, puxado pelo calor e pela recuperação econômica.
Mesmo com esse fôlego na demanda, especialistas esperam estabilidade de preços para os próximos meses. A forte presença de energia renovável e reservatórios cheios — herança de um ciclo úmido favorável — podem sustentar tarifas mais comportadas e aliviar o peso da conta de luz em 2026.
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