O chefe do Estado-Maior da Bélgica, general Frederic Vansina, alertou que a Europa dispõe de cerca de quatro anos para reforçar suas capacidades militares e garantir sua defesa de forma autônoma.
Em entrevista ao jornal Le Soir, o general explicou que o conflito na Ucrânia funciona como um período de transição para os europeus. Vansina destacou que os ucranianos estão comprando tempo para permitir que a Europa invista e se reorganize militarmente.
O militar belga estimou que a Rússia conta com um exército de 650 mil a 700 mil soldados experientes. Ele observou que, embora não haja ameaça imediata, o país mantém forças consideráveis que demandam atenção estratégica.
Vansina caracterizou o cenário internacional como o mais instável desde o final da Guerra Fria. Vários países expandem seus arsenais e modernizam suas forças armadas em ritmo acelerado, segundo sua análise.
O general fixou 2030 como o prazo para a Europa alcançar um nível suficiente de dissuasão. Ele apontou 2035 como o horizonte para o continente obter autonomia estratégica completa no domínio militar.
Vansina argumentou que os orçamentos de defesa europeus precisam superar os atuais 2% do PIB. O chefe militar considerou esse patamar insuficiente para construir uma estrutura de defesa robusta e integrada.
Segundo o portal RT, as declarações refletem as preocupações crescentes dentro da aliança atlântica. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona constantemente os aliados para que elevem seus gastos com defesa.
Trump sustenta que os europeus devem assumir a maior parte da responsabilidade por sua segurança coletiva. Essa exigência tem provocado debates intensos sobre o futuro do compromisso transatlântico.
A Rússia rejeitou as acusações de que pretenda atacar membros da OTAN. O governo russo denunciou que tais alegações servem como pretexto para a expansão militar ocidental.
As afirmações do general belga revelam uma percepção de vulnerabilidade diante de possível retração americana na Europa. A busca por soberania militar ganha força entre líderes do continente em meio a incertezas geopolíticas.
Analistas consideram que o rearmamento europeu representa uma mudança significativa no equilíbrio de forças. Essa tendência ocorre enquanto a Rússia reitera sua oposição a novas ondas de militarização no continente.
Com informações de RT.
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