O líder da Lega, Matteo Salvini, organizou ao lado dos Patrioti Europei uma manifestação em Milão que reuniu cerca de duas mil pessoas, segundo as forças de segurança locais. O ato intitulado «Padroni a casa nostra» partiu da Porta Venezia e seguiu rumo à Piazza Duomo, no trajeto tradicional do 25 de abril.
Um trator abriu o cortejo exibindo a mensagem «Tuteliamo la nostra agricoltura e il Made in Italy», em defesa da produção agrícola nacional. Prefeitos e administradores da Lega carregavam uma grande faixa com o lema do evento e usavam vestimentas com a mesma inscrição.
Os manifestantes empunharam bandeiras tricolores e símbolos do partido, como a cruz vermelha de São Jorge, o leão de São Marcos e o emblema da Lega. A trilha sonora incluiu canções de Max Pezzali, Renato Zero, Heather Parisi e Pupo.
Antes do início, os organizadores fizeram coros de apoio ao partido e críticas ao prefeito de Milão, Giuseppe Sala, a quem acusaram de tentar impedir a realização da marcha. Os cânticos depois se direcionaram contra a União Europeia e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com gritos de «Von der Leyen go home» e «Europa ladrona, la Lega non perdona».
Os participantes também entoaram frases hostis contra imigrantes e muçulmanos, como «Europa cristiana, mai musulmana» e «Fuori tutti i clandestini». Segundo o portal ANSA, houve ainda provocações a grupos de esquerda e aos centros sociais que organizaram contramanifestação.
A marcha foi apresentada como defesa da soberania nacional e da agricultura italiana. A utilização do percurso do 25 de abril foi interpretada como tentativa de apropriar o simbolismo da libertação do nazifascismo.
O partido de Salvini vem reforçando seu discurso identitário e anti-imigração. O evento serviu como demonstração de força dos setores nacionalistas e eurocéticos na Itália.
Os símbolos e cânticos empregados destacam o tom xenófobo da passeata. A ação revela as tensões políticas italianas em torno das políticas migratórias e da relação com a União Europeia.
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