México prende traficante húngaro procurado pela União Europeia em ofensiva contra cartéis

Ilustração editorial sobre México prende traficante húngaro procurado pela União Europeia em ofensiva contra cartéis. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O governo mexicano anunciou a prisão do cidadão húngaro Janos Balla, de 48 anos, acusado de tráfico internacional de drogas e integrante da lista de mais procurados da União Europeia.

A detenção ocorreu no estado de Quintana Roo durante uma operação conjunta com autoridades húngaras. Os agentes localizaram o suspeito na cidade de Benito Juárez e o capturaram na Avenida Politécnico.

O ministro da Segurança e Proteção Cidadã do México, Omar García Harfuch, detalhou que Balla utilizava o nome falso de Daniel Takacs. O fugitivo era alvo de um alerta vermelho da Interpol que pedia cooperação global para sua prisão.

Balla já havia sido condenado na Europa a seis anos de reclusão por tráfico de entorpecentes. A ação resultou de intensa troca de informações de inteligência entre os dois países.

As autoridades mexicanas entregaram o detido ao Instituto Nacional de Migração. O órgão conduzirá os procedimentos para a deportação controlada do húngaro para a Europa.

Essa prisão se insere na estratégia de endurecimento contra o crime organizado adotada pela presidente Claudia Sheinbaum. A nova linha marca uma ruptura com a política de seu antecessor Andrés Manuel López Obrador, centrada nos abraços e não balas.

A presidente Sheinbaum busca entregar resultados visíveis diante da pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump classificou cartéis mexicanos como organizações terroristas e ameaçou realizar ações diretas em solo mexicano.

Desde o início do segundo mandato de Trump, o México já transferiu quase uma centena de suspeitos para os tribunais norte-americanos. García Harfuch defendeu as transferências como necessárias para a proteção da segurança nacional.

Críticos questionam a legalidade de algumas transferências que ocorreram sem ordem formal de extradição. O governo mexicano insiste que as medidas são compatíveis com a legislação nacional e os acordos internacionais.

Conforme reportou o Al Jazeera, o caso reforça a percepção de que o México avança no controle sobre áreas dominadas pelo crime. A ofensiva demonstra o esforço para equilibrar cooperação internacional com a preservação da soberania nacional.

Com informações de Al Jazeera.


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