A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã impulsionou os preços globais do petróleo em mais de 7%, conforme apurou o G1. O mercado precifica o fechamento prático do Estreito de Ormuz pelas forças navais.
O bloqueio dessa rota vital asfixia a passagem de quase 21 milhões de barris diários. O barril internacional da referência Brent rompeu a barreira dos 110 dólares, acumulando um salto brutal de 56% desde o início do cerco militar contra o território iraniano.
A instabilidade estrutural piora com o abalo recente na Organização dos Países Exportadores de Petróleo. O anúncio repentino da saída dos Emirados Árabes Unidos sacode as cotas do cartel produtor e impõe um rearranjo de forças entre as nações do Sul Global.
Desesperada para segurar o galão de gasolina a 4,17 dólares nas bombas locais, a Casa Branca atropela seu próprio regime de sanções. Os americanos agora aceleram a compra de óleo da Venezuela, operando refinarias com 400 mil barris diários de cru pesado através da Chevron.
Sem o fluxo farto e contínuo do Oriente Médio, países asiáticos desviam seus cargueiros para o Canal do Panamá. O pedágio de última hora para petroleiros na via centro-americana triplicou para 400 mil dólares, repassando a fatura da militarização de Washington aos consumidores globais.
O xadrez fraturado evidencia o valor do pré-sal brasileiro sob controle do Estado. Enquanto o Norte Global entra em parafuso para contornar suas próprias armadilhas bélicas e diplomáticas, a Petrobras funciona como o escudo definitivo de soberania em uma transição multipolar que não aceita blefes.
Com informações de fonte original.
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