O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta nova crise política após reportagem da RFI expor falhas graves no processo de nomeação do ex-ministro Peter Mandelson para embaixador em Washington.
Os serviços de segurança do Reino Unido rejeitaram a indicação de Mandelson devido a problemas nas verificações de segurança. Apesar disso, o Ministério das Relações Exteriores decidiu ignorar o alerta e confirmar a nomeação em janeiro de 2025.
Peter Mandelson deixou o cargo poucos meses após a posse, quando surgiram detalhes sobre suas conexões com o financista Jeffrey Epstein. Ele é acusado de ter compartilhado informações financeiras sensíveis com o criminoso sexual condenado.
Starmer afirmou que não recebeu qualquer informação sobre o parecer negativo dos serviços de inteligência. Em entrevista à Sky News, o líder trabalhista declarou estar furioso com a falta de comunicação interna no governo.
O primeiro-ministro garantiu que nenhum ministro havia sido notificado sobre as objeções de segurança. Ele havia assegurado ao Parlamento que todos os procedimentos foram cumpridos corretamente no caso.
O então ministro das Relações Exteriores David Lammy soube da falha apenas em meados de abril, segundo os documentos. Diante da pressão, Starmer optou pela demissão do diretor de gabinete da pasta das relações exteriores.
Líderes da oposição conservadora e liberal questionam a versão oficial e exigem a renúncia do primeiro-ministro. Eles argumentam que é improvável que Starmer não tivesse conhecimento prévio do parecer negativo dos serviços de segurança.
Analistas políticos britânicos consideram que a nomeação priorizou as redes de influência de Mandelson nos Estados Unidos em detrimento dos critérios técnicos de segurança. O caso se soma a outras controvérsias que prejudicam a imagem de competência do governo trabalhista.
Starmer prometeu prestar todos os esclarecimentos ao Parlamento nas próximas sessões. A pressão cresce dentro do Partido Trabalhista, que vê sua popularidade cair nas pesquisas recentes.
As novas revelações ampliam o alcance do escândalo, que agora ameaça a credibilidade de todo o executivo britânico. O episódio destaca falhas sérias na comunicação entre os ministérios e os órgãos de inteligência do Reino Unido.
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