O preço do tomate subiu 20,31% em março, segundo dados recentes do IBGE. O salto recoloca o fruto entre os principais fatores de alta na cesta alimentar, conforme registrou o Jornal Noroeste.
Em fevereiro, o aumento havia sido discreto, de apenas 0,30%, o que mostra a virada abrupta no comportamento dos preços. A forte elevação de março quebra dois meses de relativa estabilidade e pressiona o orçamento doméstico, especialmente nas feiras e supermercados.
Na comparação com março do ano passado, quando a alta havia sido de 22,55%, a correção recente se aproxima daquele patamar. Isso indica que o mercado segue enfrentando gargalos sazonais e problemas de oferta que tendem a se repetir no primeiro trimestre.
No acumulado de 12 meses, o tomate registra retração de 0,73%. O movimento negativo, porém, perdeu força: no mês anterior, o acumulado ainda era positivo, de 1,12%, segundo o levantamento da plataforma SIDRA do IBGE.
Em relação a fevereiro, portanto, houve inflexão clara na tendência de preços em doze meses — a inflação anualizada do tomate passou de terreno positivo para negativo, o que evidencia um recuo mais recente depois de meses de estabilidade.
Já frente ao mesmo período do ano passado, quando o acumulado de 12 meses estava levemente positivo, em 0,13%, o índice atual sugere enfraquecimento do ritmo de alta. Mesmo assim, especialistas apontam que a pressão sobre hortaliças voltou a se concentrar em 2026, impulsionada pelo custo dos fertilizantes e dos combustíveis no campo.
No curto prazo, a disparada reforça a preocupação das famílias de baixa renda, as mais sensíveis à escalada do preço dos alimentos. A retomada da alta do tomate ocorre em paralelo ao avanço geral do IPCA‑15 de abril (+0,89%) e do IGP‑M (+2,73%), num cenário em que o conflito geopolítico e os custos logísticos mantêm o alimento como símbolo da inflação que chega à mesa.
Leia também: Gasolina e alimentos pressionam prévia da inflação, que sobe para 0,89%
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