O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao anunciar que não permitirá novas ofensivas militares israelenses em território libanês. A medida provocou forte alarme em Tel Aviv e fez com que assessores de alto escalão do governo israelense buscassem esclarecimentos imediatos junto ao Departamento de Estado em Washington.
O anúncio foi feito enquanto entrava em vigor um cessar-fogo de dez dias mediado pela administração norte-americana. O acordo determina a suspensão das operações ofensivas israelenses, mas mantém o direito de resposta em caso de ataques planejados ou iminentes vindos do lado libanês.
Netanyahu e seus conselheiros mais próximos teriam ficado perplexos com a proibição imposta por Trump. O governo israelense via a decisão como uma limitação inédita à sua tradicional liberdade de ação militar na região.
O Hezbollah recusou participar das negociações que culminaram no cessar-fogo. A organização exigiu que Israel interrompa imediatamente todos os movimentos de tropas no sul do Líbano e retorne às posições que mantinha antes do recrudescimento dos combates.
O Hezbollah exerce forte influência na política interna do Líbano e conta com o apoio declarado da República Islâmica do Irã. O governo iraniano deixou claro que condiciona qualquer acordo de paz mais amplo com os Estados Unidos e Israel ao fim total das operações militares israelenses em solo libanês.
Os bombardeios israelenses contra Beirute e outras cidades do Líbano tiveram início após uma série de lançamentos de foguetes pelo Hezbollah em demonstração de solidariedade ao Irã. O conflito já causou cerca de 2.200 mortes e forçou o deslocamento de mais de 1,2 milhão de pessoas, de acordo com as autoridades libanesas.
A decisão de Trump marca uma mudança significativa na postura habitual dos Estados Unidos em relação às ações militares de Israel. O aliado histórico americano sempre forneceu amplo respaldo político e logístico para as operações israelenses na região.
Conforme detalhou o portal RT em sua cobertura, o episódio revela tensões emergentes na aliança entre Washington e Tel Aviv. O cessar-fogo temporário pode servir como base para conversações mais duradouras que envolvam todas as partes interessadas no conflito.
Fontes próximas ao governo israelense indicaram que a equipe de Netanyahu busca agora entender os limites exatos impostos pela Casa Branca. A situação coloca em cheque a coordenação tradicional entre os dois países em temas de segurança regional.
O Líbano vive uma situação complexa, com o cessar-fogo ainda frágil e o risco de retomada das hostilidades. Todas as partes monitoram de perto os próximos movimentos diplomáticos que definirão o rumo dos eventos.
Com informações de RT.
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