China desafia sanções unilaterais dos EUA e defende comércio com Irã

Bandeira da China tremula em porto com navios de carga e contêineres ao fundo. (Foto: rt.com)

O Ministério do Comércio da China ordenou que refinarias e empresas energéticas do país ignorem as sanções unilaterais dos Estados Unidos sobre o petróleo iraniano. A medida classifica as penalidades americanas como interferência ilegal em transações comerciais legítimas entre empresas chinesas e parceiros internacionais.

O governo chinês rejeita as acusações do Departamento do Tesouro dos EUA, que alertou sobre negociações com refinarias privadas chinesas, conhecidas como teapots, envolvidas no comércio de petróleo iraniano. Segundo Pequim, dados alfandegários não registram importações diretas do Irã desde 2023, e as sanções sem respaldo do Conselho de Segurança da ONU violam o direito internacional.

Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês afirmou que as empresas locais não podem obedecer a determinações estrangeiras que ameacem a soberania, a segurança ou o desenvolvimento nacional. A decisão reforça a posição de que apenas a ONU pode legitimar restrições ao comércio global.

Um porta-voz do ministério destacou que a China monitorará casos de extraterritorialidade e adotará contramedidas legais contra novas tentativas de imposição externa. A medida ocorre em um contexto de tensões no Oriente Médio, onde o Estreito de Ormuz é rota estratégica para cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

A China busca proteger suas importações energéticas para garantir a estabilidade de sua economia industrial, diversificando fontes de fornecimento e reduzindo vulnerabilidades impostas por restrições externas. Especialistas veem a decisão como um indicador da resposta de potências emergentes a pressões unilaterais.

A disputa evidencia divergências sobre a aplicação do direito internacional no campo econômico. Pequim reafirma que as cadeias industriais chinesas não serão submetidas a leis estrangeiras, priorizando soberania e parcerias comerciais de longo prazo.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: China desafia sanções dos EUA e consolida aliança energética com o Irã


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