A coalizão Opep+ decidiu acrescentar 188 mil barris diários ao mercado no próximo mês, com a Rússia recebendo o maior incremento individual desta rodada.
O anúncio foi divulgado após reunião por videoconferência dos países membros. A nova configuração reflete a coordenação contínua entre os principais produtores de petróleo do mundo.
Segundo a agência Sputnik, Moscou terá direito ao maior incremento desta rodada. Analistas interpretam o movimento como sinal de acomodação das perdas impostas pelas sanções ocidentais.
Os aumentos de produção são distribuídos entre os países membros da coalizão. Essa abordagem reforça a estratégia de ajustes graduais adotada para evitar choques de preço.
Fontes do setor interpretam o gesto como recado político de que o bloco continua capaz de coordenar volumes de forma eficaz. A coordenação persiste apesar de divergências internas sobre metas de transição energética.
Economistas lembram que cada 100 mil barris adicionais representam uma fração pequena da produção mundial. O efeito psicológico sobre os traders pode ser relevante num momento em que a desaceleração nos Estados Unidos e na Europa pressiona as cotações para baixo.
O barril do Brent acumula recuo de cerca de 12% desde o pico de fevereiro. O novo patamar de oferta tende a conter qualquer recuperação brusca das cotações.
Especialistas em geopolítica energética observam que a margem de manobra dos produtores continua limitada enquanto persistirem riscos de instabilidade em rotas marítimas estratégicas. O frete elevado segue afetando o comércio global de petróleo.
Para a Rússia, o ganho de cota é visto como importante contrapeso às sanções de Washington e Bruxelas. Moscou redirecionou vendas a China, Índia e Turquia a preços competitivos.
O Ministério da Energia russo calcula que cada dez dólares acima de 60 por barril geram recursos extras ao orçamento federal. Esses recursos são cruciais para bancar programas de reindustrialização e parcerias no âmbito do BRICS ampliado.
A declaração final do encontro confirma que os membros se reunirão novamente em 7 de junho. Eles avaliarão o cumprimento das metas e calibrarão a oferta de julho caso o mercado exija resposta rápida.
Com a economia global caminhando para crescimento modesto neste ano, a expectativa é que a Opep+ mantenha estratégia de microajustes mensais. Essa abordagem sinaliza estabilidade ao mercado e protege as receitas dos países produtores contra volatilidade excessiva.
Leia também: Putin elogia OPEP+ e BRICS por parcerias estratégicas com a Rússia
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