A ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que o sistema de votação brasileiro eliminou fraudes com a adoção das urnas eletrônicas. A declaração foi feita durante evento que marcou os 30 anos do equipamento.
A magistrada recordou que a primeira experiência com as urnas ocorreu em 1996, revolucionando a logística das eleições. Comparado ao antigo sistema de voto em papel, contado manualmente, o modelo eletrônico acabou com brechas para manipulações.
Cármen Lúcia enfatizou a confiabilidade do sistema, afirmando que nesses 30 anos se tornou impossível alguém votar no lugar de outra pessoa. Ela destacou ainda que o resultado digitado pelo eleitor é fielmente registrado, sem discrepâncias.
A ministra apontou que as urnas passam por diversas etapas de auditoria, como testes públicos de segurança, verificação de softwares e lacração das máquinas. Esses procedimentos garantem transparência e neutralizam suspeitas levantadas por setores que questionam a Justiça Eleitoral.
Dirigindo-se aos jovens, Cármen Lúcia incentivou a participação nas eleições, lembrando que o alistamento eleitoral é facultativo a partir dos 16 anos. Ela defendeu que todos que atingirem essa idade até o fechamento do cadastro devem se engajar no processo democrático.
No mesmo evento, o TSE apresentou o mascote Pilili, nome inspirado no som emitido pela urna ao confirmar o voto. A figura será usada em campanhas institucionais para aproximar a linguagem da Corte do público jovem e reforçar o compromisso cívico.
As eleições de 2026 estão marcadas para o primeiro turno em 4 de outubro, com escolha de presidente, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno para cargos do Executivo ocorrerá em 26 de outubro, conforme o calendário oficial.
Cármen Lúcia reiterou ainda a prioridade do TSE no combate à desinformação, que considera uma ameaça direta à democracia. Ataques infundados à lisura do sistema eleitoral, segundo ela, exigem respostas firmes e campanhas de esclarecimento contínuas.
Conforme reportado pelo Carta Capital, o TSE intensifica ações educativas a cada ciclo eleitoral. Essas iniciativas buscam manter a confiança da população em um sistema que, há três décadas, assegura apurações rápidas e confiáveis.
A história das urnas eletrônicas é um marco de inovação tecnológica em processos democráticos, reconhecido internacionalmente. A ministra reforçou que a evolução do sistema demonstra como a tecnologia pode fortalecer a soberania popular.
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