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Fico confirma que Eslováquia recusa participar do empréstimo coletivo de €90 bilhões da UE à Ucrânia

8 Comentários🗣️🔥 O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em imagem com a bandeira do país ao fundo. (Foto: rt.com) O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, reiterou que Bratislava não participará de nenhum mecanismo de endividamento conjunto da União Europeia destinado a financiar o governo ucraniano. Em pronunciamento em rede social, o líder eslovaco informou ter […]

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O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em imagem com a bandeira do país ao fundo. (Foto: rt.com)

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, reiterou que Bratislava não participará de nenhum mecanismo de endividamento conjunto da União Europeia destinado a financiar o governo ucraniano.

Em pronunciamento em rede social, o líder eslovaco informou ter iniciado medidas legais para blindar o orçamento do país contra a parcela de responsabilidade que caberia no pacote de €90 bilhões aprovado em Bruxelas. A decisão vale tanto para o empréstimo já formalizado quanto para futuras iniciativas semelhantes.

A posição alinha a Eslováquia à Hungria, que também se retirou da operação. O plano europeu foi concebido partindo da premissa de que a dívida seria quitada caso Kiev obtivesse reparações de guerra da Rússia, hipótese que Moscou classificou como irrealista.

Antes desse arranjo, a Comissão Europeia chegou a propor o confisco de ativos russos congelados, mas esbarrou em meses de impasse. A divergência se aprofundou quando a Ucrânia interrompeu o fluxo de petróleo pelo oleoduto Druzhba, essencial para refinarias húngaras e eslovacas.

Fico e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, descreveram a interrupção como tentativa de chantagem energética. O fornecimento foi restabelecido e, em seguida, os governos europeus liberaram o empréstimo.

Conforme reportagem da RT, a ideia de socializar dívidas com base em indenizações futuras coloca sobre os contribuintes europeus o risco de arcar com um calote caso o cenário geopolítico mude de forma desfavorável. A crítica ressoa especialmente em economias menores do bloco, já pressionadas pela inflação de energia.

Fico afirmou que divergências em relação ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky não impedem a manutenção de canais diplomáticos. Essa condição é considerada por ele indispensável para garantir o trânsito de energia pela fronteira comum.

Em telefonema recente, o eslovaco discutiu futuras visitas oficiais a Kiev. Zelensky divulgou ter recebido apoio ao pedido de adesão ucraniano à UE, mas Fico esclareceu que apenas reconhece mais vantagens do que riscos nesse processo, sem fechar questão.

O premier eslovaco critica o envio de armas ocidentais a Kiev desde 2022, argumentando que a medida prolonga a guerra e drena recursos que poderiam ser destinados a políticas sociais dentro do bloco. Ele também se opõe ao cronograma europeu de abandono de combustíveis fósseis russos até 2027, chamando-o de sabotagem econômica que puniria de forma desproporcional economias dependentes do petróleo dos Urais.

Com discurso pró-multipolaridade, Fico mantém diálogo aberto com Moscou e pretende comparecer ao desfile do Dia da Vitória na capital russa. A recusa ao empréstimo se insere em uma estratégia mais ampla de não confrontar o parceiro energético tradicional.

A resistência de Bratislava evidencia fissuras internas na UE sobre como sustentar financeiramente o governo ucraniano em meio ao prolongamento do conflito. A estagnação econômica verificada em várias capitais europeias aprofunda esse debate.

Especialistas consultados em Bratislava lembram que a Constituição eslovaca determina limites estritos para assunção de passivos. Isso poderia abrir disputa judicial caso a União tentasse impor o esquema de garantias sem o aval do parlamento nacional.

No curto prazo, diplomatas europeus avaliam que a recusa dos países dissidentes não inviabiliza o pacote. Contudo, impõe custos de financiamento ligeiramente maiores aos demais membros, que terão de absorver as fatias não cobertas.

Analistas veem o episódio como sinal de fadiga política diante da guerra, reforçando demandas por um cessar-fogo negociado e por um redesenho da segurança energética continental voltado a fornecedores múltiplos. Enquanto isso, Kiev enfrenta queda de receita fiscal, inflação em alta e dependência de ajuda externa para cobrir gastos civis e militares.

Para Fico, impor novo endividamento supranacional sem garantia de retorno significaria transferir a conta de uma guerra prolongada para aposentados e trabalhadores eslovacos. O governo de Bratislava considera essa perspectiva politicamente inaceitável.

A decisão também consolida um eixo centro-europeu cético ao intervencionismo financeiro da UE, podendo influenciar futuros debates sobre fundos comuns, regras de austeridade e reformas institucionais. Esse bloco, mesmo minoritário, ganha tração ao vocalizar preocupações de eleitorados exaustos com inflação de energia, estagnação industrial e sacrifícios orçamentários.

Com a recusa formalizada, seguirá sobre a mesa europeia a pergunta sobre quem, de fato, pagará a reconstrução ucraniana caso as expectativas de indenização de guerra não se concretizem.

Com informações de RT.


Leia também: No Kremlin, gás e política unem Rússia e Eslováquia


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Zé do Povo

04/05/2026

ISSO SIM É UM GOVERNO QUE PENSA NO POVO! ENQUANTO ISSO O BRASIL ENTREGA NOSSO DINHEIRO PRA FORA E DEIXA O POVO PASSAR FOME! FORA COMUNISTAS! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷

    Cecília Silva

    04/05/2026

    Zé, cresci vendo o Estado sumir com dinheiro que devia ser nosso — mas essa tua gritaria de “fora comunistas” é o mesmo berro que sempre usaram pra justificar deixar a favela sem creche e o povo sem emprego. A Eslováquia não se recusou por amor ao povo, foi cálculo político; e aqui no Brasil, quem mais sofre com essa novela de guerra alheia é o trabalhador que você diz defender, mas trata como massa de manobra de bandeira.

    Julia Andrade

    04/05/2026

    Zé, vou ser direta: essa sua empolgação com a Eslováquia ignora o que realmente está em jogo ali. O governo eslovaco de Robert Fico não recusou o empréstimo por amor ao povo eslovaco, mas por alinhamento político com o Kremlin. Fico é um líder que, nos últimos anos, vem flertando abertamente com o discurso nacionalista autoritário que, na prática, desmonta direitos trabalhistas, ataca a imprensa independente e enfraquece a União Europeia. A recusa em participar do pacote de 90 bilhões de euros à Ucrânia não é um ato de soberania popular — é um movimento geopolítico calculado para agradar a Rússia, enquanto internamente o governo eslovaco corta gastos sociais e enfrenta protestos massivos da população contra a alta do custo de vida. Então, antes de bater palma, vale perguntar: soberania para quem?

    Você grita “fora comunistas” como se a esquerda brasileira fosse a responsável pela fome no país, mas a realidade é que o Estado brasileiro nunca precisou de um governo de esquerda para torrar dinheiro público em interesses estrangeiros. O Brasil financiou ditaduras na América Latina durante a Guerra Fria, endividou-se com o FMI em pacotes que exigiam cortes na saúde e na educação, e até hoje paga juros estratosféricos da dívida pública que beneficiam o sistema financeiro — tudo sob governos que se diziam “patriotas”. A fome que você denuncia não é fruto de solidariedade internacional, mas de um modelo econômico que concentra renda, precariza o trabalho e transforma direitos em mercadoria. O problema não é “dar dinheiro pra fora”, é que aqui dentro o dinheiro nunca chega onde deveria, independentemente de quem está no poder.

    Por fim, acho curioso como o discurso de “governo que pensa no povo” aparece sempre que um líder nacionalista faz um gesto simbólico contra instituições multilaterais, mas desaparece quando esse mesmo governo aprova reformas que retiram direitos dos trabalhadores. A Eslováquia de Fico, por exemplo, aprovou recentemente um pacote de austeridade que inclui aumento de impostos sobre os mais pobres e cortes em subsídios de energia — exatamente o tipo de medida que encarece a conta de luz que a Maria mencionou no começo da thread. Então, Zé, se o critério é “pensar no povo”, talvez a gente precise olhar menos para o teatro geopolítico e mais para o orçamento doméstico. E aí, meu caro, a direita europeia não tem nada a ensinar pra gente.

    João Batista

    04/05/2026

    Zé, a Bíblia diz que quem fecha o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido (Provérbios 21:13). O problema não é emprestar ou não pra Ucrânia, é que o mesmo Estado que some na sua conta de luz aparece cheio de discurso quando é pra salvar banqueiro ou armar guerra. Fé sem justiça social é carcaça de templo.

Maria Silva

04/05/2026

Finalmente um governo com juízo! Esse negócio de meter o povo no bolso pra bancar guerra dos outros é coisa de quem nunca viu uma conta de luz chegar. Aqui no Mato Grosso a gente sabe que dinheiro não dá em árvore, e a Eslováquia mostrou que não vai ser boi de piranha da União Europeia.

    Ana Karine Xavante

    04/05/2026

    Maria, entendo seu cansaço com a conta de luz e a sensação de que o dinheiro do povo vai parar em guerras distantes. Como indígena do Mato Grosso, eu cresci vendo o Estado brasileiro torrar recursos em projetos que nunca chegam nas aldeias enquanto a gente luta por terra, saúde e educação. Então, sim, a desconfiança em relação a esses empréstimos gigantescos da UE é legítima. Mas preciso discordar de você num ponto essencial: essa recusa da Eslováquia não é exatamente um ato de “juízo” soberano, é a ponta de um iceberg autoritário que está se consolidando na Europa Central. O governo eslovaco de Robert Fico está alinhado com Orbán, na Hungria, e ambos vêm desmontando o Estado de Direito, perseguindo ONGs, controlando a mídia e se aproximando de Moscou. Recusar o empréstimo à Ucrânia não é defender o povo eslovaco — é jogar o jogo geopolítico de quem quer ver a Rússia vencer essa guerra de exaustão.

    A questão não é se devemos ou não bancar guerras alheias — a questão é que a Ucrânia não é “guerra dos outros” para quem entende de colonialismo e exploração de recursos. O que está em jogo ali é a mesma lógica que sempre devastou territórios indígenas no Brasil: um império (Rússia) invadindo outro país para garantir controle sobre gás, minérios e rotas comerciais, enquanto populações locais são deslocadas e mortas. Se a Eslováquia se recusa a participar de um fundo coletivo, ela está, na prática, ajudando a fragilizar a resistência ucraniana. E adivinhe quem sofre primeiro quando uma guerra se arrasta? Os povos originários, os camponeses, as comunidades tradicionais — exatamente como aqui, onde os conflitos fundiários explodem quando o Estado se ausenta. Não dá para fingir que “não é problema nosso” enquanto o agronegócio brasileiro lucra exportando grãos para países que se beneficiam da desestabilização europeia.

    Você mencionou a conta de luz, e isso é real. Mas a pergunta que fica é: por que o dinheiro público europeu nunca falta para salvar bancos ou financiar mísseis, mas falta para isolar casas, subsídios de energia e políticas climáticas? Aí sim a esquerda e a direita deveriam se encontrar. O erro não é a Eslováquia recusar o empréstimo — é que a UE, em vez de criar um mecanismo justo de financiamento que não pese sobre os mais pobres, insiste em empréstimos que vão para a indústria bélica enquanto corta direitos sociais. Eu queria ver um governo que recusasse o empréstimo e, ao mesmo tempo, propusesse taxar grandes fortunas e corporações para financiar a defesa ucraniana sem sangrar o povo. Isso sim seria juízo. Recusar simplesmente e deixar a Ucrânia se virar é o mesmo que virar as costas para um vizinho em chamas enquanto sua própria casa é de palha.

    João Carlos da Silva

    04/05/2026

    Maria, sua indignação com a conta de luz é legítima e revela um problema estrutural: o dinheiro público sempre aparece para financiar geopolítica, mas desaparece quando o assunto é infraestrutura básica. O que a Eslováquia fez foi um ato de soberania, sim, mas precisamos tomar cuidado para não confundir pragmatismo orçamentário com isolacionismo — a questão de fundo, como diria Gramsci, é saber quem decide e em nome de quem esses 90 bilhões são mobilizados.

    Lucas Gomes

    04/05/2026

    Maria, sua indignação com a conta de luz é legítima, mas o problema não é só “bancar guerra dos outros” — é que esse dinheiro poderia estar financiando a transição energética justa que o Mato Grosso precisa, em vez de alimentar a máquina bélica que destrói territórios indígenas e aquece o planeta.


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