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Meta ativa IA que mede ossos e altura para bloquear contas de crianças

0 Comentários🗣️🔥 Criança usa celular deitada na cama, com o rosto iluminado pela tela do aparelho. (Foto: olhardigital.com.br) A Meta Platforms ativou uma técnica baseada em inteligência artificial que mede altura e estrutura óssea em fotos e vídeos para identificar e remover contas de menores de 13 anos. Essa análise de traços físicos complementa a […]

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Criança usa celular deitada na cama, com o rosto iluminado pela tela do aparelho. (Foto: olhardigital.com.br)

A Meta Platforms ativou uma técnica baseada em inteligência artificial que mede altura e estrutura óssea em fotos e vídeos para identificar e remover contas de menores de 13 anos.

Essa análise de traços físicos complementa a detecção de pistas contextuais, como referências a escolas e comemorações de aniversário. De acordo com o Olhar Digital, a iniciativa reforçou o bloqueio de perfis possivelmente infantis.

A empresa impõe verificação de idade antes de qualquer exclusão definitiva dos dados cadastrados. O mecanismo evita reconhecimento facial individualizado e prioriza apenas sinais visuais gerais do desenvolvimento físico.

A Meta esclarece que a tecnologia não equivale à coleta tradicional de dados faciais. A ferramenta estima faixas etárias e detecta discrepâncias entre a aparência real e as informações declaradas no cadastro.

A estratégia foi implantada em países da União Europeia com camadas adicionais de proteção. Usuários confirmados entre 13 e 17 anos são direcionados a contas especiais com medidas reforçadas de privacidade.

Essas contas limitam a exposição a conteúdos sensíveis e reduzem recursos de interação nas plataformas. A Meta também analisa menções em Reels e grupos para localizar indícios de que o usuário ainda é muito jovem.

O sistema combina esses elementos com sinais de conversas e postagens para triar denúncias com maior precisão. Essa abordagem acelera a verificação de contas suspeitas e diminui brechas no mecanismo de segurança.

A medida surge após forte pressão legal, intensificada por decisão judicial no Novo México. A Meta foi condenada a pagar 375 milhões de dólares por violar leis estaduais de proteção digital a menores.

O júri entendeu que a empresa não manteve protocolos eficientes contra predadores nem para salvaguardar a privacidade infantil. O resultado acelerou ajustes internos na companhia.

A inteligência artificial agora monitora quem tenta burlar bloqueios com a criação de novas contas. O sistema aciona alertas para equipes que impedem o retorno de perfis banidos.

A Meta planeja expandir a tecnologia de detecção etária globalmente ao longo de 2026. Equipes locais de avaliação serão mantidas em cada região para garantir precisão cultural.

O objetivo declarado é aprimorar as ferramentas sem abrir mão de debates sobre privacidade e consentimento. As autoridades cobram transparência crescente das grandes empresas de tecnologia no combate a crimes virtuais contra menores.

A Meta sustenta que a nova IA contribui para ambientes mais seguros nas redes sociais. A solução, no entanto, ainda gera debates sobre os limites de sua aplicação em larga escala.


Leia também: Meta implementa IA para bloquear contas de menores de 13 anos no Facebook e Instagram


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