O coronel-aviador aposentado da Força Aérea do Paquistão Sultan M. Hali afirmou que o país poderá receber entre quatro e doze unidades do caça furtivo chinês J-35A ainda em 2026, conforme destacou o portal Sputnik.
Hali observou que, apesar de Islamabad já dispor de infraestrutura para operar os JF-17, certas capacidades da nova plataforma requerem adaptações. Entre elas estão abrigos reforçados, hangares climatizados e redes de dados seguras para integração com sistemas de alerta precoce.
O interesse do Paquistão pelo J-35A não é novidade, com propostas envolvendo a aquisição de até quarenta caças dessa família. O portal Zona Militar reportou essa oferta por parte da China em junho de 2025, reforçando a possibilidade de Islamabad se tornar o primeiro cliente estrangeiro do novo caça furtivo chinês.
Nenhum contrato vinculativo foi anunciado até o momento, conforme apurou o portal Quwa. A formalização do acordo ainda depende de aprovação regulatória e da capacidade de produção em série da fabricante chinesa AVIC.
Algumas fontes na imprensa de defesa sugerem que o cronograma possa ser postergado para 2027, pois o J-35A ainda está em processo de produção em série limitado na China. A expectativa de quatro a doze unidades em 2026 expressa por Hali oferece um referencial de curto prazo.
Segundo Hali, o ecossistema oferecido por Pequim — incluindo caças JF-17 e J-10CE, aeronaves de alerta antecipado KJ-500 e sistemas de defesa aérea HQ-19 — favorece uma integração mais fluida do novo caça no conjunto estratégico paquistanês. Trata-se de incorporar capacidades de quinta geração em toda a cadeia operacional.
A questão logística apresenta desafios concretos, pois o Paquistão precisará adaptar bases aéreas para abrigar caças stealth. Esses caças exigem condições especiais de manutenção, climatização e camuflagem passiva.
O país também deverá assegurar comunicações protegidas para operar em rede com unidades de alerta antecipado. Sem essa integração, parte da vantagem furtiva do J-35A pode ficar comprometida.
Se as entregas ocorrerem conforme estimado, o Paquistão se tornará o primeiro país fora da China a operar o J-35A. Comparado aos JF-17 ou J-10CE, o novo caça representa uma elevação qualitativa notável tanto em capacidades ofensivas quanto em evasão de defesas rivais.
A concretização desse cenário depende do alinhamento entre produção, infraestrutura e contrato formal. A estratégia de longo prazo envolverá pelo menos quarenta unidades e capacidade operacional plena, algo que pode demandar até 2027 ou mais.
O fato redefinirá o equilíbrio estratégico das forças aéreas no sul da Ásia. A parceria entre os dois países continua a evoluir com foco em capacidades avançadas de defesa.
Leia também: China apresenta caça furtivo J-35AE para exportação e atrai interesse do Paquistão
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