Estudantes das três maiores universidades estaduais de São Paulo — USP, Unesp e Unicamp — estão mobilizados em defesa de melhores condições de permanência, alimentação e moradia estudantil.
Desde meados de abril, mais de 100 cursos da USP estão em greve. O movimento agora reverbera nas demais instituições, inspirando debates e ações conjuntas.
Alunos das três universidades realizaram um protesto em frente ao edifício onde o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) se reunia, no centro da capital paulista. Eles criticaram duramente a postura dos reitores e do governador Tarcísio de Freitas, que classificou a greve como uma ‘perda de oportunidade’ para os estudantes.
Na USP, os grevistas exigem aumento no valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). Também cobram melhorias nos restaurantes universitários e no Conjunto Residencial da USP (CRUSP).
A reitoria declarou que as negociações foram encerradas após três reuniões. Os estudantes contestam, afirmando que não houve progresso real, e uma assembleia definirá os próximos passos.
Na Unesp, uma paralisação já foi iniciada, com a possibilidade de adesão formal à greve ainda em análise. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) apontou a precarização do ensino, da pesquisa, da extensão e das condições de permanência como questões centrais.
Na Unicamp, uma assembleia geral foi convocada para discutir a adesão ao movimento. Além de moradia e qualidade dos restaurantes, os alunos cobram a contratação de mais professores.
O governador Tarcísio de Freitas reiterou sua posição contrária à mobilização durante evento no Palácio dos Bandeirantes. Ele classificou a greve como tendo ‘cunho político’ e defendeu a autonomia das universidades na gestão de seus recursos.
Um ponto de tensão adicional é a recente aprovação de uma gratificação de R$ 4.500 para professores envolvidos em projetos estratégicos na USP, medida que custará R$ 239 milhões ao orçamento. Estudantes e funcionários reclamam que a iniciativa não contempla suas demandas, aprofundando o descontentamento com a gestão.
A reitoria da Unesp informou que está acompanhando as paralisações e que uma nova reunião do Cruesp está marcada para os próximos dias. A Unicamp ainda não emitiu posicionamento oficial sobre as discussões internas relacionadas à greve.
O movimento estudantil promete manter a pressão, com novas assembleias e atos públicos previstos para breve. Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal oficial da USP.
Com informações de Metrópoles.
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