Proteína de mexilhão revoluciona criação de adesivos médicos

Pesquisadores trabalham em laboratório para desenvolver novos materiais adesivos. (Foto: phys.org)

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram uma proteína adesiva no mexilhão quagga, espécie de água doce, que promete transformar o desenvolvimento de colas médicas.

A proteína, chamada Dbfp7, demonstrou capacidade excepcional de aderir a superfícies submersas. Ela mantém essa propriedade mesmo sem um componente químico tradicionalmente considerado essencial para adesivos aquáticos.

Enquanto os mexilhões de água salgada dependem de proteínas ricas em DOPA para fixação, o mexilhão quagga apresenta uma alternativa inovadora. A Dbfp7, localizada no pé do animal, exibe alta eficiência em ambientes úmidos mesmo com níveis baixos ou ausência de DOPA, superando limitações de adesivos tradicionais que oxidam e perdem eficácia.

Angelico Obille, principal autor do estudo e doutorando no Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade de Toronto, destacou o impacto da descoberta para a ciência dos bioadesivos. Ele apontou que a resistência da Dbfp7 à oxidação pode resultar em selantes médicos mais duráveis e confiáveis para uso em cirurgias e tratamentos.

A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os cientistas utilizaram técnicas de proteômica quantitativa para mapear a composição proteica no ponto de contato entre o mexilhão e superfícies, isolando a Dbfp7 como elemento-chave para a adesão.

Para medir o desempenho da proteína, a equipe recorreu à microscopia de força atômica, que analisa propriedades mecânicas em escalas microscópicas. Os testes revelaram que a Dbfp7 tem força adesiva comparável às proteínas de mexilhões marinhos, frequentemente usadas como referência em estudos de adesivos subaquáticos.

Eli Sone, professor da Universidade de Toronto e coautor do estudo, enfatizou a relevância de compreender os mecanismos de adesão dos mexilhões de água doce. Segundo ele, além de avanços em adesivos médicos, a descoberta pode impulsionar tecnologias antifouling, que impedem a incrustação de organismos em superfícies submersas como cascos de navios.

A descoberta também ilumina o potencial de espécies invasoras, como o mexilhão quagga, que, apesar de seus impactos negativos em ecossistemas, podem oferecer soluções tecnológicas valiosas. Esse equilíbrio entre desafio ecológico e benefício científico reforça a importância de estudos interdisciplinares na busca por inovações sustentáveis.

O avanço representa um passo significativo para a criação de adesivos cirúrgicos mais eficazes, capazes de melhorar a recuperação de pacientes em procedimentos delicados. A expectativa é que, com mais pesquisas, a Dbfp7 se torne base para produtos médicos de próxima geração, consolidando o papel da natureza como fonte de inspiração para a ciência. Conforme reportagem do portal Phys.org, os pesquisadores seguem investigando as propriedades estruturais e químicas da proteína para aprimorar seu uso em condições específicas.


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