Ataques israelenses intensificam crise humanitária no sul do Líbano

Fumaça sobe após ataque israelense na região de Hasbaya, no Líbano. (Foto: © Rabih Daher / AFP)

A cidade de Hasbaya, no sul do Líbano, vive sob tensão extrema com a intensificação dos ataques israelenses. Com cerca de 10 mil habitantes predominantemente drusos, a proximidade com a linha amarela imposta por Israel torna a população especialmente vulnerável a bombardeios e ordens de evacuação.

Milhares de libaneses já abandonaram suas casas em função dessa escalada militar. A crise humanitária se aprofunda à medida que famílias perdem bens e meios de subsistência de forma abrupta.

A deslocada Rihan Ahmad el-Ali, de 35 anos, foi obrigada a deixar sua vila de Khiam, a apenas 15 quilômetros de Hasbaya. Ela, o marido agricultor e os quatro filhos tiveram a casa destruída e as terras da família completamente devastadas pelos bombardeios.

Antes, a família vivia sem necessitar de qualquer ajuda externa. Agora, sem nada, estão abrigados em uma escola pública que recebe 160 deslocados em condições bastante precárias.

O impacto psicológico é profundo, especialmente entre as crianças. A filha de Rihan perdeu completamente o interesse pela escola, associando o local ao trauma de viver sob constante ameaça.

Quando a família se deita para dormir, todos se perguntam se haverá um amanhã. Essa incerteza reflete o medo que permeia o dia a dia dos deslocados no sul do Líbano.

A professora de educação cívica Mirna Abou Dehen coordena os esforços de acolhimento aos deslocados em Hasbaya. Ela teme, a cada alerta recebido no telefone, que a cidade seja a próxima a receber ordens de evacuação.

Mirna descreve uma população que vive em alerta permanente, sem qualquer garantia de segurança ou estabilidade. O medo constante define a rotina de comunidades inteiras afetadas pela violência israelense na região.

Os ataques israelenses também atingiram a periferia sul de Beirute, marcando nova fase nas hostilidades. A ofensiva mantém a população civil no centro da crise, sem perspectiva de solução diplomática duradoura.

Conforme detalhou o portal RFI, famílias inteiras perderam suas propriedades e agora dependem de abrigos temporários para sobreviver.


Leia também: Israel intensifica bombardeios no Líbano e elimina comandante do Hezbollah


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