A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base de um projeto de lei que institui a política nacional para minerais críticos e estratégicos.
Apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania-SP, o projeto visa estimular a exploração e o beneficiamento desses recursos com incentivos fiscais e a criação de um fundo garantidor. O texto limita a exportação de minerais brutos sem processamento e oferece créditos fiscais de até 20% dos valores pagos pelos projetos contemplados, com um teto anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034.
O fundo garantidor previsto no projeto terá capacidade de até R$ 5 bilhões, sendo R$ 2 bilhões provenientes da União, e será gerido por uma instituição financeira federal. As empresas exploradoras serão obrigadas a investir parte de sua receita bruta em pesquisa e desenvolvimento, com percentuais de 0,3% nos primeiros seis anos, subindo para 0,5% após esse período, e 0,2% para integralização de cotas do fundo.
O projeto estabelece ainda um cadastro nacional unificado de projetos, integrando informações de órgãos federais, estaduais e municipais. Cria também o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, que definirá a lista de minerais prioritários e analisará operações societárias e acordos internacionais envolvendo ativos sensíveis.
A proposta enfrenta críticas de movimentos sociais e especialistas do setor. O economista Diógenes Moura Breda argumenta que o modelo beneficia grandes mineradoras, muitas delas estrangeiras, sem garantir avanços industriais significativos nas cadeias minerais brasileiras, já favorecidas por isenções fiscais e royalties de apenas 3,5% sobre a receita bruta deduzida.
Um ponto polêmico foi a exclusão da criação da Terras Raras Brasileiras S.A. (Terrabras), empresa pública proposta pelo deputado Rodrigo Rollemberg, do PSD-DF. Setores que defendem maior controle estatal sobre esses recursos estratégicos criticaram a decisão, destacando a importância de supervisão direta do Ministério de Minas e Energia.
As terras raras — grupo de 17 elementos químicos essenciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e semicondutores — são um dos focos centrais do projeto. A produção global é dominada pela China, que controla cerca de 70% do mercado, e a iniciativa busca posicionar o país como competidor relevante nesse cenário.
A aprovação ocorre em um contexto de crescente disputa global por recursos tecnológicos, reforçando a relevância da medida para a soberania econômica nacional. Críticas apontam, no entanto, que a ausência de maior protagonismo estatal pode limitar os benefícios industriais e estratégicos, conforme destacou o Ministério de Minas e Energia.
Com informações de Carta Capital.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.
if(!email) { responses.innerHTML = "Por favor, insira um e-mail válido."; return; }
button.innerText = "Enviando..."; button.style.opacity = "0.7"; button.disabled = true; responses.innerHTML = "";
// Transforma a action nativa em endpoint JSONP e anexa os dados var formAction = this.action.replace('/post?', '/post-json?'); var formData = new FormData(this); var url = formAction;
for (var pair of formData.entries()) { url += "&" + encodeURIComponent(pair[0]) + "=" + encodeURIComponent(pair[1]); }
var script = document.createElement('script'); var callbackName = 'mailchimpCallback' + new Date().getTime(); window[callbackName] = function(data) { button.innerText = "ASSINAR"; button.style.opacity = "1"; button.disabled = false;
if (data.result === 'success') { responses.innerHTML = "✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho."; document.getElementById('mce-EMAIL-ajax').value = ''; } else { var msg = data.msg || ""; if(msg.includes('is already subscribed')) { msg = "⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter."; } else if(msg.includes('too many')) { msg = "⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde."; } else if(msg.includes('domain')) { msg = "⚠️ O domínio do e-mail é inválido."; } else { msg = "⚠️ Erro: " + msg; } msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ''); responses.innerHTML = "" + msg + ""; } delete window[callbackName]; document.body.removeChild(script); };
url = url + '&c=' + callbackName; script.src = url; document.body.appendChild(script); });