Delegação europeia reforça confiança na aprovação do acordo Mercosul-UE

Delegação europeia e representantes brasileiros em reunião no Palácio do Planalto. (Foto: cartacapital.com.br)

Uma delegação do Parlamento Europeu expressou otimismo sobre a aprovação definitiva do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia durante encontro em Brasília.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, atuando como presidente em exercício, recebeu os representantes europeus no Palácio do Planalto. A reunião teve como foco os próximos passos do tratado.

O acordo está em fase de tramitação jurídica e política, com o texto sob análise do Tribunal de Justiça da União Europeia. Esse processo pode levar até dois anos, após o qual o tratado precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu.

O deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, destacou a importância do acordo. Ele reforçou que o tratado representa um marco para o comércio internacional e que os esforços estão concentrados em superar as barreiras técnicas e políticas remanescentes.

Negociado por mais de duas décadas, o acordo político foi concluído em dezembro de 2024, em Montevidéu, no Uruguai. O tratado promete criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Quando implementado, reduzirá significativamente tarifas sobre produtos exportados para a Europa, beneficiando setores como indústria, agricultura e matérias-primas. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Alckmin enfatizou que o tratado foi construído com equilíbrio, incluindo salvaguardas para proteger setores produtivos de ambos os lados. Ele também apontou que a parceria fortalecerá o multilateralismo e trará benefícios diretos à sociedade.

O acordo abrange os 27 países da UE e os quatro membros plenos do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai —, totalizando 31 nações. Juntos, esses países representam um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a 22 trilhões de dólares.

Estimativas indicam que mais de 80% das exportações brasileiras serão beneficiadas pela redução ou zeragem de tarifas. Isso pode impulsionar a competitividade da indústria nacional no cenário global.

O governo brasileiro também negociou cotas tarifárias para algumas mercadorias, limitando volumes de comércio com tarifas reduzidas. Isso garante que a maior parte do intercâmbio comercial entre os blocos ocorra sem restrições de quantidade, conforme análise do portal da CNI.

A implementação plena do acordo é vista como um passo histórico para consolidar laços econômicos entre as regiões. Especialistas acreditam que os benefícios mútuos podem redefinir as dinâmicas de comércio internacional, promovendo crescimento sustentável e integração entre os continentes.

Com informações de Carta Capital.


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