A análise de DNA resolveu um dos mistérios remanescentes da Expedição Franklin. Os restos mortais descobertos em 1859 na Ilha King William, no Ártico, pertencem a Henry Peglar, capitão do foretop do HMS Terror.
O uniforme encontrado junto ao esqueleto não correspondia à patente do oficial britânico. Itens pessoais como um pente, uma escova de roupas e uma carteira repleta de papéis — incluindo um certificado de marinheiro em nome de Peglar — foram recuperados no local.
Os documentos na carteira estavam escritos de trás para frente e seu conteúdo segue em grande parte indecifrável. Essa característica gerou especulações adicionais sobre as circunstâncias exatas da morte do marinheiro no Ártico.
O capitão Sir John Franklin comandou a expedição que zarpou em maio de 1845 com os navios HMS Terror e HMS Erebus. A viagem levava 129 homens e suprimentos para três anos na busca pela Passagem Noroeste.
Nenhum membro da expedição sobreviveu à jornada pelo Ártico canadense. O bilhete Victory Point Note indicou que Franklin morreu em junho de 1847 e que 24 homens já haviam perecido até abril de 1848.
Testemunhos de povos inuítes, aliados a evidências arqueológicas, revelam fome extrema, escorbuto e indícios de canibalismo entre os sobreviventes. Os homens tentaram alcançar áreas habitadas após abandonar os navios em meio ao gelo.
O arqueólogo Douglas Stenton, da Universidade de Waterloo, no Canadá, lidera o projeto de identificação desde 2013. A equipe extraiu DNA dos ossos e comparou os perfis genéticos com amostras fornecidas por descendentes dos tripulantes originais.
Além de Peglar, o estudo confirmou a identidade de outros três membros da expedição. William Orren, David Young e John Bridgens tiveram seus restos mortais vinculados por meio dos testes genéticos realizados.
A identificação de Peglar ganha relevância pelos documentos pessoais únicos recuperados com o corpo. Conforme detalhado em pesquisa publicada na revista Polar Record, esses papéis representam alguns dos poucos registros escritos deixados pela expedição.
Partes legíveis dos Papéis de Peglar evocam memórias de climas mais amenos como mecanismo para suportar o frio extremo. O historiador Russell A. Potter, autor de Finding Franklin: The Untold Story of a 165-Year Search, sugere que o oficial vestia o casaco de um colega já falecido.
As descobertas recentes contestam a teoria de que a tripulação abandonou os navios de modo definitivo para uma marcha terrestre. Evidências indicam que os sobreviventes possivelmente retornaram às embarcações e tentaram navegar mais ao sul antes de se dividirem em grupos menores.
O naufrágio do Erebus foi localizado em 2014 e o do Terror em 2016, fornecendo novas pistas sobre a rota final. Esses achados arqueológicos reescrevem detalhes importantes sobre as tentativas derradeiras da expedição britânica.
O projeto de identificação genética ainda prossegue e gera novos dados sobre a tragédia. A Expedição Franklin permanece como referência central nos estudos sobre exploração polar e os limites da resistência humana.
Com informações de SMITHSONIANMAG.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.
if(!email) { responses.innerHTML = "Por favor, insira um e-mail válido."; return; }
button.innerText = "Enviando..."; button.style.opacity = "0.7"; button.disabled = true; responses.innerHTML = "";
// Transforma a action nativa em endpoint JSONP e anexa os dados var formAction = this.action.replace('/post?', '/post-json?'); var formData = new FormData(this); var url = formAction;
for (var pair of formData.entries()) { url += "&" + encodeURIComponent(pair[0]) + "=" + encodeURIComponent(pair[1]); }
var script = document.createElement('script'); var callbackName = 'mailchimpCallback' + new Date().getTime(); window[callbackName] = function(data) { button.innerText = "ASSINAR"; button.style.opacity = "1"; button.disabled = false;
if (data.result === 'success') { responses.innerHTML = "✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho."; document.getElementById('mce-EMAIL-ajax').value = ''; } else { var msg = data.msg || ""; if(msg.includes('is already subscribed')) { msg = "⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter."; } else if(msg.includes('too many')) { msg = "⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde."; } else if(msg.includes('domain')) { msg = "⚠️ O domínio do e-mail é inválido."; } else { msg = "⚠️ Erro: " + msg; } msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ''); responses.innerHTML = "" + msg + ""; } delete window[callbackName]; document.body.removeChild(script); };
url = url + '&c=' + callbackName; script.src = url; document.body.appendChild(script); });