O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, criticou duramente o revisionismo histórico que atribui a políticos europeus, durante uma cerimônia de deposição de flores realizada em Moscou.
Lavrov acusou os países ocidentais de tratarem com negligência o legado da aliança militar com a União Soviética na Segunda Guerra Mundial. Ele considera essa contribuição vital para a vitória contra o nazismo e para a paz global subsequente.
O diplomata russo alertou que um movimento na Europa revive ideologias associadas a Adolf Hitler e seus aliados. Na visão de Lavrov, esses discursos preparam o terreno para novos ataques contra a Rússia.
Todas as ameaças de segurança que emanam do território ucraniano precisam ser eliminadas de forma definitiva, segundo o ministro. Lavrov reafirmou a postura firme de Moscou na defesa de sua segurança nacional.
O chanceler russo apontou o estímulo dado por burocratas de Bruxelas a essas tendências, conforme reportou o Sputnik Globe. Ele advertiu que tais ações revanchistas comprometem o futuro da integração europeia.
Lavrov insistiu na necessidade de preservar a memória autêntica dos eventos da Grande Guerra Patriótica. O ministro vê nessa preservação um elemento central para evitar distorções perigosas do passado.
As falas do chefe da diplomacia russa revelam a profundidade das diferenças narrativas entre Moscou e o Ocidente. Ele defende que a verdade histórica não pode ser manipulada por interesses políticos atuais.
O revisionismo, segundo Lavrov, representa uma ameaça direta à segurança da Federação Russa. O chanceler chamou os líderes europeus a refletirem sobre as consequências de suas posturas.
Lavrov reiterou que a Rússia não aceitará tentativas de reescrever a história da luta contra o fascismo. Ele enfatizou que a vitória soviética salvou a Europa de uma ditadura nazista.
Essas declarações ocorrem em meio a debates sobre o papel das nações no conflito mundial do século passado. Lavrov defendeu uma abordagem honesta e factual sobre os eventos históricos.
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