O ensino de astronomia no país sofre com a predominância de referências do Hemisfério Norte que não correspondem à vivência local dos estudantes.
Imagens de inverno com neve ou de outono com folhas caindo das árvores não fazem sentido na maior parte do território nacional. Por isso, especialistas defendem a tropicalização da astronomia utilizando o céu local como principal ferramenta pedagógica.
O zênite solar marca o momento em que o Sol atinge o ponto mais alto no céu e é particularmente relevante nos trópicos. Já o analema consiste no registro da posição do Sol no mesmo horário ao longo do ano, gerando uma curva em forma de oito que ilustra as variações sazonais.
O professor Luiz Sampaio Athayde Júnior, especialista em ensino de astronomia, é um dos principais defensores dessa abordagem. Ele argumenta que os modelos tradicionais distorcem a compreensão das condições climáticas e astronômicas típicas das regiões tropicais.
Natural de Feira de Santana, na Bahia, o acadêmico possui mestrado em Ensino de Astronomia pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Athayde Júnior também conta com especialização pela Universidade de São Paulo e formação em Matemática, Física e Administração.
Atualmente, o docente leciona no Centro Universitário UNIRB em cursos de Engenharia, Administração e Contabilidade. Ele ainda ministra aulas tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior em diferentes instituições.
O tema será debatido no programa Olhar Espacial, apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e membro da Sociedade Astronômica Brasileira. A transmissão ao vivo ocorre todas as sextas-feiras às 21 horas em diversos canais digitais.
O conteúdo fica disponível no YouTube, Facebook, Instagram, X, LinkedIn e TikTok. Conforme o portal Olhar Digital, a proposta de Athayde Júnior promete transformar o ensino de astronomia conectando os alunos à ciência de forma prática e contextualizada.
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