Estudo da Anthropic, criadora do modelo Claude, mapeou o otimismo em relação à inteligência artificial em escala global, reunindo respostas de 80.508 usuários em 159 países e 70 idiomas.
Usuários de nações africanas, asiáticas e latino-americanas demonstraram maior entusiasmo com as possibilidades da IA. Em contrapartida, respondentes da América do Norte e da Europa Ocidental exibiram maior cautela em suas avaliações.
A pesquisa concentrou-se exclusivamente em usuários do Claude, o que limita sua representatividade para o público geral. Mesmo assim, os resultados apontam para padrões claros de variação regional no otimismo tecnológico.
Setenta e dois por cento dos participantes mencionaram temas de trabalho em suas respostas abertas. Trinta e dois por cento identificaram ganhos de produtividade como o principal benefício da tecnologia.
Outros 22,3 por cento destacaram riscos relacionados a empregos e à economia. Essas preocupações aparecem de forma mais intensa em mercados com menor estrutura produtiva.
A América Latina responde por 14 por cento das visitas globais a soluções de IA e por 11 por cento dos usuários de internet mundiais. A região atrai, porém, somente 1,12 por cento dos investimentos globais no setor, apesar de contribuir com 6,6 por cento do PIB mundial.
Quarenta e sete por cento dos trabalhadores independentes afirmaram ter obtido empoderamento econômico com a IA. Apenas 14 por cento dos empregados institucionais relataram benefício semelhante.
O índice alcança 58 por cento entre profissionais que mantêm projetos paralelos. Os dados sugerem que flexibilidade e autonomia ampliam os ganhos percebidos com a adoção da tecnologia.
Pesquisa conduzida pela Universidade Stanford revelou a geografia do otimismo com a IA. China, Indonésia e Tailândia registraram mais de 77 por cento de percepções positivas.
Os Estados Unidos apresentaram 39 por cento de otimismo, enquanto o Canadá registrou 40 por cento. Mercados maduros demonstram maior consciência dos riscos associados ao avanço rápido da IA.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento alertou sobre as desigualdades na capacidade de os países capturarem os benefícios da IA. Lacunas em infraestrutura e regulação podem ampliar diferenças de desenvolvimento entre nações.
Em 2024, agências federais dos Estados Unidos editaram 59 regulações sobre inteligência artificial. Menções legislativas ao tema cresceram 21,3 por cento em 75 países em relação ao ano anterior.
O relatório completo da Anthropic encontra-se disponível em seu portal de pesquisas para consulta pública. Os achados reforçam a importância de políticas adaptadas ao contexto de cada região para maximizar os impactos positivos da IA.
Com informações de OLHARDIGITAL.
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