Pesquisadores revelaram um intrigante comportamento fisiológico em focas de pelo: esses animais exibem recuperação cardíaca tardia, com picos significativos de batimentos horas após retornarem à superfície terrestre.
O estudo, publicado na revista Frontiers in Physiology, monitorou duas espécies distintas de focas. Os cientistas acompanharam 12 fêmeas com monitores cardíacos à prova d’água ao longo de vários anos.
As focas de pelo do cabo, no sul da África, caçam na coluna d’água com mergulhos de até 190 metros. As focas de pelo australianas, no sudeste da Austrália, se alimentam no fundo do mar com imersões de até 80 metros.
Durante as atividades de caça, as focas alternam metabolismo anaeróbico — que acumula ácido lático — e recuperação parcial na superfície. A recuperação completa do organismo ocorre apenas em terra, onde os batimentos podem dobrar e chegar a 84 por minuto.
Essa descoberta desafia a visão tradicional de que a recuperação metabólica se dá principalmente na superfície do mar. O aumento dos batimentos cardíacos em terra relaciona-se à eliminação de ácido lático e à reposição de oxigênio.
Os pesquisadores ainda analisam fatores como esforço nos mergulhos, sucesso na caça e estado digestivo dos animais. Estudos futuros vão explorar essas variáveis para ampliar o conhecimento sobre mamíferos marinhos.
A pesquisa contribui para compreender melhor as adaptações evolutivas desses animais em ambientes extremos. Mais informações sobre o trabalho aparecem no portal ScienceDaily.
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