Diamantes artificiais revolucionam medição de radiação com sensibilidade recorde

Ilustração editorial sobre Diamantes artificiais revolucionam medição de radiação com sensibilidade recorde. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Pesquisadores japoneses desenvolveram uma tecnologia que pode transformar a medição de doses de radiação em contextos médicos e ambientais.

A equipe é liderada pelo professor Kiyomitsu Shinsho, da Universidade Metropolitana de Tóquio, em parceria com a Universidade de Tohoku e a empresa Orbray Co. Ltd. O estudo foi publicado na revista Medical Physics e demonstra que o novo dispositivo supera as limitações dos equipamentos baseados em câmaras de ionização.

Os dosímetros tradicionais exigem grandes volumes de ar para detectar doses baixas utilizadas em diagnósticos por raios X. Essa característica os torna volumosos e com sensibilidade limitada em níveis muito baixos de radiação.

O novo detector possui dimensões de apenas 4 por 4 por 0,5 milímetros e foi produzido por heteroepitaxia. Esse processo cria cristais de alta pureza com sensibilidade por volume 13.500 vezes superior às câmaras convencionais.

O dispositivo opera com voltagem baixa de menos 100 volts e apresenta excelente linearidade na resposta. Essa estabilidade se mantém independentemente da energia dos raios X empregados.

A versatilidade representa um dos principais avanços da tecnologia baseada em diamante. O mesmo instrumento pode ser utilizado tanto em diagnósticos médicos quanto em terapias de radiação com alta precisão.

Por ser composto de carbono, o diamante funciona como um excelente análogo para tecidos biológicos humanos. Essa propriedade amplia seu potencial para diversas aplicações na área da saúde.

Além da medicina, o pequeno tamanho e a alta sensibilidade abrem caminho para monitoramento ambiental e dosimetria pessoal. O detector também pode ser empregado em sensores que mapeiem variações de dose em tempo real.

A capacidade de medir doses extremamente baixas contribui para estudos sobre os efeitos da radiação de baixa intensidade no organismo. Essa inovação aprofunda o conhecimento científico sobre impactos radiológicos na saúde e no meio ambiente.

Conforme reportagem do portal Phys.org, a tecnologia representa um passo importante para padronizar medições de radiação. A possibilidade de utilizar um único dispositivo em diferentes contextos deve melhorar tratamentos diagnósticos e pesquisas radiológicas.


Leia também: Cientistas chineses desenvolvem material mais duro que o diamante


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