O Ministério da Saúde do Líbano acusou as forças israelenses de realizar ataques deliberados contra equipes médicas durante os bombardeios no território libanês.
Dois postos da Autoridade de Saúde em Qalawiya e Tibnin, no distrito de Bint Jbeil, foram alvos diretos de ataques aéreos. A ofensiva resultou na morte de dois paramédicos.
Os bombardeios ocorrem apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Os ataques recentes causaram 51 mortes e elevaram o total de vítimas para 2.846 desde o início da ofensiva, com mais de 550 óbitos registrados após a trégua.
A ONU documentou a morte de 103 trabalhadores médicos e 230 feridos em mais de 130 ataques executados pelas forças israelenses. Práticas semelhantes de ataques a hospitais e ambulâncias também foram registradas em Gaza.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou à emissora Al-Arabiya que 86 vilarejos no sul do país permanecem sob ocupação israelense. O líder libanês descreveu a destruição em Bint Jbeil como equivalente à devastação vista em Gaza e defendeu um acordo de paz que inclua a retirada das tropas como condição fundamental.
As forças israelenses declararam que os alvos em território libanês consistem em instalações do Hezbollah, incluindo depósitos de armas e centros de comando. Os militares israelenses classificam esses locais como estruturas de uso militar.
O cirurgião de guerra Tahir Mohammed, que prestou serviço tanto em Gaza quanto no Líbano, reforçou as acusações de ataques sistemáticos contra profissionais de saúde. Em entrevista à Al Jazeera, o médico destacou a recorrência da prática e afirmou que a política israelense é consistente nos dois cenários.
As acusações de violações sistemáticas das leis internacionais de guerra elevam as tensões regionais no Oriente Médio. O Líbano insiste na necessidade de apoio internacional para forçar o fim da ocupação e proteger civis e infraestrutura médica essencial.
Com informações de RT.
Leia também: Ataques israelenses no sul do Líbano deixam mais de 20 mortos
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