A União Europeia avalia a imposição de sanções contra colonos israelenses envolvidos em atos de violência na Cisjordânia, conforme declarou a alta-representante para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas.
O tema foi amplamente discutido durante reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco em Bruxelas. Críticas à lentidão da resposta europeia marcaram o encontro diante da escalada de tensões na região.
O ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Xavier Bettel, lamentou a dificuldade em avançar com as medidas. Ele atribuiu os obstáculos à hesitação de alguns países membros.
O eurodeputado Tom Berendsen defendeu a aplicação de medidas mais rígidas contra os colonos. Ele sugeriu inclusive a proibição total de produtos oriundos de assentamentos ilegais e a imposição de tarifas sobre essas mercadorias.
O debate ganhou força após uma série de impasses dentro do bloco. Em fevereiro, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, bloqueou uma proposta semelhante que visava penalizar colonos israelenses armados.
Orbán foi o único a se opor à medida naquela oportunidade. O episódio expôs as divisões internas persistentes sobre como o bloco deve lidar com a questão.
O major-general Avi Bluth, comandante do Comando Central do Exército de Israel, admitiu em fórum fechado a adoção de uma política de alta letalidade na Cisjordânia. Ele informou que 1.500 pessoas classificadas como terroristas foram mortas nos últimos três anos.
Bluth afirmou que o exército opera em níveis de letalidade inéditos desde 1967. O comandante classificou o lançamento de pedras por palestinos como terrorismo.
Ele reconheceu, entretanto, uma abordagem mais branda em relação a colonos judeus que praticam atos semelhantes. Essa diferença de tratamento gerou controvérsias sobre a atuação das forças de segurança israelenses.
A expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é amplamente criticada e considerada ilegal sob o direito internacional, conforme reportagem da Al Jazeera. A comunidade internacional cobra ações concretas para conter as violações de direitos humanos na área ocupada.
A União Europeia enfrenta o desafio permanente de equilibrar suas relações diplomáticas com Israel. O bloco busca simultaneamente responder às crescentes denúncias de abusos na Cisjordânia.
Com informações de ACTUALIDAD.
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