Pesquisa conduzida na Universidade Estadual da Pensilvânia expõe limitações concretas no uso de fogo controlado contra arbustos invasores nas florestas do leste dos Estados Unidos.
Espécies asiáticas como burning bush e border privet deslocam plantas nativas e alteram o equilíbrio ecológico local de maneira acelerada. Sua expansão em florestas eleva os custos de remoção mecânica e aumenta os riscos ambientais ligados ao uso de herbicidas em áreas sensíveis.
Os pesquisadores simularam incêndios prescritos com maçarico de propano em testes de campo. Três técnicas foram avaliadas: aquecimento da base do caule por cinco, 20 ou 35 segundos, queima da copa e a combinação dos dois procedimentos.
A queima isolada da copa não provocou mortalidade efetiva nas plantas invasoras. O aquecimento prolongado da base gerou melhores resultados de controle, enquanto a união das técnicas levou as plantas a rebrotarem com maior intensidade.
Arun Regmi, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Ciências do Ecossistema e Gestão da universidade, expressou surpresa com os dados coletados. As plantas submetidas ao tratamento combinado registraram menor mortalidade e recuperaram o crescimento com mais força do que o esperado.
Os efeitos do fogo nem sempre surgem logo após a aplicação do tratamento. Algumas plantas morreram somente anos depois do experimento, o que demonstra a importância do monitoramento contínuo.
O border privet apresentou resiliência maior, com rebrotos intensos logo após a intervenção. O burning bush mostrou maior suscetibilidade à morte, que se manifestou de forma tardia nos testes.
Essas espécies chegaram à América do Norte há quase dois séculos como plantas ornamentais para jardins. O local do experimento sofre invasão por espécies ornamentais desde o início do século XX.
Jesse Kreye, professor associado de gestão de recursos naturais e fogo na universidade, recomenda queimas de baixa intensidade do tipo backing fire. Essa prática inicia o fogo contra o vento ou em declives para concentrar calor na base dos arbustos e permitir maior controle operacional.
O experimento ocupou 40 acres no Hartley Wood, dentro do arboreto da Universidade Estadual da Pensilvânia. As conclusões aparecem na revista Ecosphere e apontam para o refinamento das técnicas de manejo ambiental, destacando a necessidade de mapear os mecanismos fisiológicos de recuperação dessas espécies, conforme o portal da Universidade Estadual da Pensilvânia.
Com informações de PHYS.
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