O governo federal lançou o Programa Brasil contra o Crime Organizado com um investimento de R$ 330,6 milhões para implementar um novo padrão de segurança máxima em 138 presídios estaduais distribuídos pelas 27 unidades federativas.
Os presídios contemplados foram selecionados com base em critérios técnicos, abrangendo todas as regiões do país. O pacote prevê a aquisição de 45 drones, 45 kits de varredura eletrônica, 138 aparelhos de raio-x e 138 veículos operacionais.
A iniciativa também prevê a instalação de bloqueadores de sinal para impedir o uso de celulares dentro das prisões. Esse é um dos principais canais utilizados por organizações criminosas para coordenar ações fora dos muros.
Operações ampliadas para apreensão de celulares, armas e drogas também integram o escopo do programa. O objetivo é reforçar o controle interno das unidades contempladas.
O secretário Nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, destacou que a meta central é promover um ‘isolamento qualificado’ das lideranças criminosas encarceradas. Garcia enfatizou que cortar os vínculos de comunicação clandestina é condição essencial para impedir que chefes do crime organizado continuem comandando atividades ilícitas a partir do interior das prisões.
O programa integra a agenda de segurança pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia aposta na modernização tecnológica das instalações para reduzir a influência das facções criminosas sobre o cotidiano carcerário e sobre as comunidades externas.
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