Uma estação de bombeamento de água movida a energia solar, localizada na vila de Deir Mimas, no sul do Líbano, foi destruída por explosivos durante a madrugada.
A explosão ocorreu por volta das cinco da manhã, causando sérios danos às instalações que forneciam água potável para toda a comunidade local. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), os explosivos foram colocados por uma força inimiga — termo utilizado pela mídia libanesa para se referir às Forças de Defesa de Israel (FDI).
Relatos indicam que soldados israelenses se infiltraram na região durante a noite para realizar a operação. O ataque ocorre apesar do acordo de cessar-fogo estabelecido entre Tel Aviv e Beirute, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após seis semanas de intensos confrontos.
As FDI continuam a realizar incursões no sul do Líbano, alegando a necessidade de manutenção de uma chamada zona de segurança. Mapas divulgados pelas próprias forças israelenses mostram que essa zona já se estende entre 8 e 10 quilômetros dentro do território libanês, abrangendo dezenas de aldeias.
Moradores locais têm sido sistematicamente impedidos de retornar às suas casas em razão da ocupação militar em curso. Em resposta, Mahmoud Qamati, vice-presidente do Conselho Político do Hezbollah, afirmou que os combatentes da resistência libanesa continuarão a lutar até que o último soldado israelense seja retirado do território.
O Hezbollah tem reiterado publicamente sua posição de resistência contra as operações das FDI na região. Conforme reportagem da RT, a destruição da estação é mais um episódio de uma série de incursões israelenses que continuam a impactar a infraestrutura civil libanesa mesmo após o cessar-fogo.
A estação de Deir Mimas era essencial para o abastecimento de água potável de toda a comunidade. Sua destruição agrava as condições de vida de uma população que já enfrenta os efeitos de meses de conflito armado.
O padrão de ataques à infraestrutura civil — estações de água, redes elétricas e vias de acesso — tem sido amplamente documentado no sul do Líbano desde o início das operações israelenses. A comunidade internacional permanece em silêncio enquanto dezenas de aldeias seguem sob ocupação militar, sem perspectiva concreta de retirada das tropas.
Com informações de ACTUALIDAD.
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