Pesquisadores do Centro de Supercomputação de Jülich, na Alemanha, simularam um computador quântico universal com 50 qubits no supercomputador JUPITER. O resultado supera o recorde anterior de 48 qubits obtido pelo mesmo grupo em 2019.
A simulação de sistemas quânticos permite testar algoritmos e validar experimentos antes que o hardware real esteja disponível. Os pesquisadores exploraram o Variational Quantum Eigensolver para estudar moléculas e materiais, além do Quantum Approximate Optimization Algorithm para problemas de otimização.
Simular 50 qubits exige recursos computacionais monumentais que crescem exponencialmente com o número de qubits. Um laptop comum simula cerca de 30 qubits, enquanto esta tarefa requer aproximadamente 2 petabytes de memória — o equivalente a dois milhões de gigabytes.
A professora Kristel Michielsen, diretora do Centro de Supercomputação de Jülich, explicou que apenas os maiores supercomputadores do mundo possuem capacidade para realizar tal tarefa. Michielsen supervisionou o uso do JUPITER, lançado em 2024 como o primeiro supercomputador exascale da Europa.
O equipamento conta com chips NVIDIA GH200, que integram CPUs e GPUs de forma eficiente para manter o alto desempenho. Especialistas da NVIDIA trabalharam com a equipe alemã para atualizar o simulador JUQCS e desenvolver o JUQCS-50 com novas técnicas de compressão de memória.
O pesquisador Hans De Raedt liderou o estudo e assina o artigo publicado como pré-print. De Raedt afirmou que o JUQCS-50 permite emular computadores quânticos universais com alta fidelidade para resolver questões complexas.
A nova plataforma será disponibilizada para instituições e empresas por meio da infraestrutura JUNIQ. Essa iniciativa amplia significativamente o acesso à pesquisa avançada em computação quântica.
O projeto JUPITER foi financiado pela União Europeia, pelo Ministério Federal de Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha e pelo Ministério de Cultura e Ciência do Estado da Renânia do Norte-Vestfália. Mais detalhes estão disponíveis no portal do Centro de Supercomputação de Jülich.
Este avanço demonstra o poder crescente das novas gerações de supercomputadores na Europa. O recorde contribui para o progresso em campos como energia, saúde e inteligência artificial.
Com informações de SCIENCEDAILY.
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