O açúcar cristal ficou 0,91% mais barato em abril, segundo dados do IBGE/SIDRA. A queda desacelera em relação a março, quando o recuo foi mais intenso, de 1,67% — mas o produto segue na contramão da inflação geral, que subiu 0,67% no mesmo período.
A comparação com abril de 2025 reforça o contraste: há um ano, o açúcar cristal caía apenas 0,38% no mês. A deflação atual é mais do que o dobro daquele ritmo, indicando que a pressão de baixa sobre o produto ganhou força ao longo dos últimos doze meses.
O acumulado de 12 meses chegou a -14,48% em abril. É o recorte mais revelador: quem compra açúcar cristal hoje paga, em média, quase 15% menos do que pagava um ano atrás.
Esse acumulado também piorou ligeiramente em relação a março, quando estava em -14,02%. Ou seja, a deflação acumulada aprofundou, não reverteu — o produto segue perdendo preço na janela anual.
O contraste com abril de 2025 é ainda mais expressivo: naquele momento, o acumulado de 12 meses era de apenas -0,08%, praticamente estável. Em um ano, o açúcar cristal passou de uma trajetória neutra para uma deflação acumulada de dois dígitos.
Num cenário em que o IPCA de abril foi puxado para cima por alimentos e remédios, o açúcar cristal funciona como exceção rara no supermercado. Para famílias de baixa renda, que destinam fatia maior da renda a itens básicos, essa queda persistente representa alívio concreto — ainda que silencioso diante da alta geral da cesta de compras.
Com informações de fonte original.
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