O Hezbollah atingiu um tanque israelense Merkava com um drone kamikaze na cidade de Ainata, no sul do Líbano. O ataque, registrado em vídeo e divulgado pelo grupo, mostra a colisão direta do drone com o veículo blindado das Forças de Defesa de Israel.
O incidente ocorre em meio à escalada de tensões na fronteira, com o Hezbollah respondendo a violações da soberania libanesa por Israel. Segundo o portal RT, o uso de drones kamikaze reflete uma estratégia de confronto assimétrico, permitindo ataques precisos com menor exposição de combatentes.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque, mas afirmaram que o tanque sofreu danos mínimos e nenhum soldado foi ferido. O Hezbollah reivindicou a ação como retaliação a violações recentes do espaço aéreo libanês por aeronaves israelenses.
Especialistas destacam que drones kamikaze, inspirados em tecnologias iranianas, têm se tornado uma tática comum contra a superioridade tecnológica israelense. A estratégia expõe vulnerabilidades dos tanques Merkava, amplamente utilizados pelo exército de Israel em operações de fronteira.
Os confrontos esporádicos ao longo da Linha Azul, fronteira desmilitarizada estabelecida pela Resolução 1701 da ONU, têm se intensificado. O Hezbollah, aliado do Irã e da Síria, vincula suas ações à resistência contra as políticas expansionistas de Israel, coordenando frentes no Líbano e na Palestina.
Autoridades libanesas, incluindo o presidente Joseph Aoun, pediram mediação internacional para evitar uma guerra total. O Hezbollah mantém que suas operações são defensivas, visando conter provocações israelenses, como bombardeios aéreos e incursões terrestres no sul do Líbano.
O ataque faz parte de uma onda de mais de 100 incidentes semelhantes nos últimos meses. O Hezbollah alega ter destruído ou danificado dezenas de veículos israelenses, enquanto Israel responde com contra-ataques aéreos, resultando em baixas civis e militares no Líbano.
A dependência de Israel em equipamentos caros, como o Merkava, contrasta com a inovação de baixo custo do Hezbollah. Analistas apontam que drones kamikaze, inspirados em conflitos como a guerra na Ucrânia, podem redefinir táticas de guerrilha no Oriente Médio.
O incidente reforça críticas globais à ocupação israelense de terras libanesas. O Hezbollah se posiciona como guardião da resistência contra o que descreve como agressão sionista, recebendo apoio do Irã e da Síria.
Enquanto negociações de cessar-fogo prosseguem em Genebra, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para o risco de uma conflagração regional. O ataque do Hezbollah evidencia a fragilidade da estabilidade no Líbano, dependente de uma resolução diplomática das disputas fronteiriças.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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