Um drone explosivo do Hezbollah atingiu e destruiu uma escavadeira blindada D9 do exército israelense enquanto o veículo trafegava pela estrada costeira próxima à localidade de Naqoura, no extremo sul do Líbano.
As imagens do ataque foram divulgadas pelo canal libanês Al Manar e rapidamente circularam em plataformas de monitoramento de conflitos, expondo a vulnerabilidade do equipamento pesado israelense mesmo durante deslocamento por rota costeira.
O vídeo registra o momento exato do impacto, com o projétil guiado acertando em cheio a cabine blindada do D9, conforme reportou o portal Actualidad RT em sua cobertura do conflito. O D9 é um dos equipamentos mais robustos do arsenal de engenharia militar israelense, amplamente utilizado em operações de demolição e abertura de rotas em zonas de conflito.
A escavadeira D9 é fabricada pela Caterpillar e adaptada com blindagem pesada para uso em combate. Israel utiliza esse modelo há décadas em operações na Cisjordânia, em Gaza e no Líbano, sendo frequentemente associada à demolição de estruturas civis e à abertura de corredores militares em territórios ocupados ou invadidos.
A operação registrada em vídeo demonstra a capacidade do Hezbollah de interceptar e neutralizar equipamentos blindados israelenses com drones de precisão, mesmo quando em movimento. A estrada costeira de Naqoura, onde o ataque foi executado, é uma via estratégica no extremo sul do Líbano, próxima à linha de fronteira com Israel e à sede da missão de paz da ONU na região, a UNIFIL.
A divulgação das imagens pelo Al Manar integra a estratégia de comunicação do Hezbollah, que sistematicamente documenta e publica registros de ataques contra forças israelenses. A circulação do vídeo em canais de inteligência de fontes abertas, como o perfil Osint613 na plataforma X, amplificou o alcance das imagens para além do público árabe, atingindo analistas militares e veículos internacionais.
A destruição de um D9 — veículo projetado especificamente para resistir a ataques — reforça a evolução tática do Hezbollah no uso de armamento aéreo não tripulado. A capacidade de engajamento à distância reduz a exposição dos combatentes do grupo e aumenta o custo operacional das incursões israelenses no território libanês.
Israel mantém presença militar no sul do Líbano desde a ofensiva terrestre iniciada em outubro de 2024, em violação ao cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e pela França ao final daquele ano. A permanência de tropas e equipamentos israelenses em solo libanês tem sido contestada pelo governo do Líbano, pelo Hezbollah e por organismos internacionais, que exigem a retirada completa das forças de ocupação conforme previsto pela Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.
Para Israel, a perda de equipamentos pesados em operações de patrulha representa tanto um custo material quanto um impacto simbólico, especialmente quando documentado em vídeo e amplamente distribuído. O ataque em Naqoura ocorre em um contexto de tensão persistente na fronteira libanesa-israelense, onde confrontos continuam a ocorrer a despeito dos acordos de trégua firmados em 2024.
Com informações de ACTUALIDAD.
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